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Obras públicas “prometem” alavancar o Setor

04 de Agosto de 2020 às 11:29:37

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Economia

Sensivelmente a meio deste ano atípico, alguns dos dados relativos à atividade da Construção vieram confirmar a resiliência e capacidade de trabalho que o Setor revelou desde o início da pandemia, e suportar as expectativas de que o mesmo possa continuar a laborar de forma idêntica ou, até mesmo, superior.

Esta aspiração decorre, não tanto da área do imobiliário, onde se verificou um abrandamento da procura que lhe é dirigida, em especial na componente não residencial, mas sim, do forte aumento observado nas obras públicas lançadas a concurso e que se espera que venham a ser concretizadas rapidamente.  
De acordo com a mais recente análise de conjuntura da Construção, da AECOPS e da AICCOPN, nos primeiros cinco meses de 2020 foram licenciadas 8.902 obras, um número que traduz uma queda homóloga de 13,5%, com os edifícios residenciais a apresentarem uma variação de -10,6% e os não habitacionais a caírem 19,9%. 
No segmento dos edifícios habitacionais, a quebra é menos intensa na componente da construção nova, com reduções de 8,6% e de 6,0%, respetivamente, nos números de licenças e de fogos, ao passo que na reabilitação urbana a contração atinge os 17% em termos homólogos acumulados.
Em sentido contrário seguem as novas operações de crédito concedidas para aquisição de habitação, as quais registavam, até maio, um aumento de 9,6% em termos homólogos acumulados, para 4.471 milhões de euros. 
De igual modo, em junho, apurou-se uma manutenção da tendência de crescimento da avaliação bancária no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação, a qual, ao atingir um novo máximo histórico de 1.115€/m2, traduz um aumento homólogo de 8,3%.
O primeiro semestre de 2020 foi positivo para o segmento de engenharia civil, com a promoção e abertura de 2.224 concursos de obras públicas num valor total de 2.671 milhões de euros, montante que traduz um crescimento homólogo de 34,9%. 
Já as empreitadas contratadas somaram, no mesmo período, 4.285 obras, das quais 65,8% correspondem a ajustes diretos e 31% a concursos públicos, num montante global de 1,1 mil milhões de euros, o que traduz uma redução homóloga temporalmente comparável de 1,5%, em valor.
Os valores apurados para os primeiros seis meses do ano revelam um aumento homólogo de 9,7% do consumo de cimento, confirmando que o setor da Construção não só não parou durante os meses do confinamento, como inclusive aumentou a utilização desta matéria-prima.


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