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Produção do Setor pode crescer 0,6% ou cair 4,5% em 2020

08 de Julho de 2020 às 10:04:07

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Economia

Num cenário de elevada incerteza, mas com a garantia de uma contração económica de magnitude sem precedentes, a AECOPS e a AICCOPN reviram as suas perspetivas para a produção da Construção em 2020.

Na sua mais recente análise de conjuntura, as associações reconhecem que, embora a Construção se tenha mantido, de uma forma geral e com óbvios condicionamentos, sempre em atividade, a evolução apontada para as variáveis macroeconómicas levam à previsão de “uma contração da procura total dirigida ao Setor, principalmente no que concerne a investimentos com recurso a capitais privados”.
Neste contexto, foram traçados dois cenários possíveis de evolução da produção do Setor: um adverso, no qual, em resultado da deterioração da atividade económica, a produção contrai 4,5%, e um favorável, alinhado com as previsões de Primavera da Comissão Europeia, que, em maio, antecipou uma evolução para o setor da Construção de +0,6%, em 2020.
Para a produção residencial, segmento que regista uma elevada procura nacional e internacional, alicerçada, entre outros aspetos, em condições de financiamento favoráveis, perspetiva-se “um crescimento de 1,5% no cenário favorável”. Contudo, “perante uma degradação significativa das condições de mercado, poderemos assistir a uma queda de 6%”, adianta-se na conjuntura da Construção do mês de junho.
Já para o segmento não residencial privado, e refletindo a expectável quebra de atividades como o comércio e o turismo, as associações antecipam um intervalo de variação entre -9,5% e -2,0% para a respetiva evolução. No caso da componente pública, prevê-se uma variação menos negativa, entre -3,6% e 0%, em resultado da anunciada dinamização do investimento público e do lançamento das obras previstas no Programa de Estabilização Económica e Social (PEES), como, por exemplo, o programa de remoção de amianto das escolas.
De igual modo, no segmento da engenharia civil, o intervalo de previsão encontra-se entre -2,0% e +1,0%, em virtude quer da já referida expectativa de evolução do investimento público, quer da esperada concretização, ainda este ano, de projetos em domínios como a ferrovia ou da expansão de linhas dos metropolitanos de Lisboa e Porto, cujos concursos foram lançados recentemente.

 

 

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