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Re/Max mediou venda de 371 imóveis no valor de 8 milhões

23 de Setembro de 2019 às 10:30:21

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Nos últimos 12 meses, a imobiliária Re/Max Portugal foi responsável pela venda de 371 prédios, equivalente a mais do que um prédio por dia, e correspondente a um total de 698 transações imobiliárias.

O valor médio por prédio fixou-se nos 684.014 euros, e, de acordo com a empresa, grande parte destas transações tinham como objetivo a reabilitação dos imóveis. Estes negócios significaram um volume de faturação na ordem dos 8 milhões de euros. 
Dos compradores envolvidos nas transações realizadas no último ano, 83% são nacionais, com maior incidência no distrito de Lisboa (43,2%), seguindo-se Setúbal (16,4%) e Porto com 13,2%. Coimbra (7,5%) e Castelo Branco (4,6%) completam a lista dos distritos com maior número de vendas. 
Quanto aos compradores internacionais, o destaque em termos do número de imóveis vai para os de nacionalidade francesa (3,3%). Em termos de volume de negócios, os portugueses foram responsáveis por 76,6% do valor, seguindo-se os franceses (4,4%) e os alemães (3,4%). 

Escassez de construção nova condiciona baixa dos preços 

Os dados agora revelados pela Re/Max indicam, para os seus responsáveis, que a reabilitação surgiu como uma resposta à retração na oferta de novas construções. Segundo Beatriz Rubio, CEO da imobiliária, “a grande dinâmica do mercado imobiliário nos anos mais recentes fez-se à custa do stock já existente, assim como da renovação do mesmo. Quer isto dizer que o aumento dos preços dos imóveis que tem sido verificado resulta de vários fatores, entre os quais, uma relativa diminuição da oferta de novas habitações. Ora, se pensarmos que há também uma maior pressão do lado da procura, tudo isto conjugado não poderia resultar em outra coisa que não o aumento do preço”. Defende, por isso, que a subida dos preços resulta da aplicação da lei da oferta e da procura. “A construção nova tem um papel determinante na estabilização dos preços dos imóveis, porque ao atuar no lado da oferta, contrabalança um eventual aumento da procura”, sublinha a responsável.

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