Em Portugal e no segundo trimestre de 2010, foram 157 as empresas do sector da construção que apresentaram pedidos de insolvência em tribunal, o que representou um aumento de 1,3% face aos novos processos registados no trimestre anterior (155). Os dados são do departamento de Gestão e Risco da empresa Crédito y Caución.
Apesar do acréscimo ligeiro, bem inferior ao da média nacional (6,9%), a Construção continuou a ser o segundo sector com mais insolvências empresariais, logo a seguir ao dos serviços, com 304 novos processos no segundo trimestre deste ano. Em terceiro lugar vem a indústria têxtil, mas já só com 72 novas empresas em insolvência, ou seja, -25% do que o número registado nos três meses anteriores (96).
Segundo a Crédito y Caución, em 2010 persistem alguns factores de incerteza que poderão manter elevados os níveis de insolvência de empresas, como as dificuldades de obtenção de crédito por parte das PME para financiarem o seu capital circulante e resolverem os seus problemas de tesouraria.
Daí, a Crédito y Caución aconselhar a realização de um seguro de crédito, que “está a começar a oferecer soluções orientadas para garantir a liquidez das empresas seguradas, nomeadamente através da antecipação do adiantamento das indemnizações subjacentes à apólice”.