A AECOPS-Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços congratula-se com o anúncio feito pelo Presidente angolano de que as dívidas às pequenas e médias empresas portuguesas seriam saldadas no prazo de dois meses.
Em entrevista à TSF, o presidente desta Associação, Ricardo Pedrosa Gomes, manifestou, no entanto, alguma apreensão quanto ao pagamento das dívidas às empresas de maior dimensão, dado que José Eduardo dos Santos apenas garantiu, a cada empresa, o pagamento inicial de 40% do montante em dívida, com o restante a ser saldado em tranches ao longo de dois anos e mediante negociação individual com cada empresa.
“Há uma parte positiva na notícia, que é o facto de passar a haver uma perspectiva sobre o pagamento, mas há outra em que vamos ter que esperar para perceber de que maneira se materializa e o reflexo que vai ter. A solução ideal seria que os pagamentos se fizessem da forma mais célere possível”, afirmou o presidente da AECOPS.
Recorde-se que a divida total de Angola às empresas portuguesas ascende a perto de dois mil milhões de euros, sendo as do sector da Construção aos maiores credoras, contando-se entre elas a Mota-Engil, a Monte Adriano, a Edifer e a Visabeira.
Segundo Jorge Coelho, CEO da Mota-Engil, a construtora, presente em Angola há 64 anos, terá já assinado um acordo com o governo angolano para o pagamento da sua dívida.