No seu primeiro dia de visita oficial a Angola, o Presidente da República português reuniu com o seu homólogo angolano, para debaterem diversos assuntos, entre eles do atraso de pagamentos às empresas portuguesas e da morosidade na atribuição de vistos aos portugueses que trabalham em Angola.
Finda a reunião, José Eduardo dos Santos garantiu, em conferência de imprensa, que as dívidas do seu país às PME portuguesas serão pagas no prazo de dois meses. Já as grandes empresas serão ressarcidas em 40 por cento do montante que lhe é devido, sendo o restante reescalonado “por um, dois anos", disse.
De acordo com o Presidente de Angola, o total da dívida às empresas portuguesas deverá ascender a 1,6 mil milhões de euros, dos quais mais de 50 milhões de euros às da Construção.
Recorde-se que Cavaco Silva chegou ontem a Angola para uma visita de cinco dias, onde os temas económicos e empresariais vão estar em destaque, dado que Angola é o quarto maior cliente de Portugal e o primeiro, excluindo os países da União Europeia.
A comitiva presidencial faz-se acompanhar por uma delegação composta por 130 empresários de diversos ramos de actividade, entre eles da Construção, um dos sectores que está presente em Angola há mais tempo e em maior força. Inclusive, Cavaco Silva aproveitará a sua deslocação a Angola para inaugurar a nova fabrica da NOVICER -Cerâmicas de Angola, Lda, uma empresa de materiais de construção, participada pela Mota-Engil.
No total estão a operar em Angola cerca de 800 empresas portuguesas que, nas palavras de Cavaco Silva, “contribuem para o desenvolvimento económico e social daquele país e para a melhoria das condiçõ0es de vida da sua população”, para além de assegurarem emprego a muitos portugueses.