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Gabriel Couto “voa” do aeroporto do Porto para o Gana

20 de Janeiro de 2022 às 08:59:54

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A construtora Gabriel Couto entregou à ANA a extensão do taxiway do aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, e viu-lhe ser adjudicado pelo Governo do Gana dois contratos no valor de 145 milhões de euros.

Relativamente à obra de ampliação do aeroporto que serve a zona Norte de Portugal e que foi entregue no final do ano passado, os trabalhos contratados rondaram os 30 milhões de euros. Com a expansão de 1300 metros à via de circulação que liga a pista e a placa de estacionamento dos aviões, será possível uma maior sequência de descolagens e aterragens, acompanhadas com uma saída rápida da pista. Segundo Thierry Ligonnière, CEO da Ana – Aeroportos de Portugal, “vai incrementar substancialmente a eficiência e a capacidade do aeroporto do Porto.
Entretanto, a construtora, apostada em crescer em mercados emergentes, participou num concurso internacional promovido pelo Ministério das Infraestruturas Rodoviárias ganês, do qual saiu vencedora de uma obra que visa melhorar a rede viária deste país. 
Com 66 km de extensão, a empreitada que incide na estrada que liga Tarkwa a Nkwanta, passando por Agona, tem um prazo máximo de execução de 1095 dias, cerca de três anos. A obra está orçamentada em 95 milhões de euros, e é considerada vital para o desenvolvimento destas três cidades, bem como para a dinamização económica do país, especialmente no que respeita à exportação de minérios. 
Com efeito, Tarkwa é conhecida por possuir e dar o nome a uma grande mina de ouro a céu aberto, uma das maiores do sul de Gana, onde são produzidas aproximadamente 24 toneladas de ouro por ano, e por acolher ainda a mina de ouro Iduapriem, localizada a 10 km do sul da cidade. Agilizar o transporte do ouro para acelerar a sua exportação é, pois, crucial para a economia do país.
Em simultâneo, a Gabriel Couto vai reconstruir também a estrada que liga Bechem a Akumadan, numa distância de 40 km, que deverá estar concluída em 730 dias. Neste caso o investimento é de 50 milhões e a infraestrutura é também considerada muito relevante para o desenvolvimento económico da região, marcada predominantemente pela produção agrícola, que necessita de ser escoada para zonas mais carenciadas do país.
A Gabriel Couto congratula-se com a adjudicação destas obras, tanto mais que tal ocorre numa área do globo onde a presença das grandes construtoras mundiais é muito forte. «O cumprimento rigoroso de todos as alíneas dos contratos assinados e a qualidade evidenciada das obras é também uma imagem da nossa marca que vamos espalhando pelo continente africano», sustenta Tiago Couto, diretor da construtora e responsável pelos projetos internacionais e de infraestruturas.
Recorde-se que a Gabriel Couto está na Zâmbia e Moçambique, países da África Oriental, tendo concluído nos últimos anos várias empreitadas em Essuatíni, ex-Suazilândia, na África Austral. “A empresa de Vila Nova de Famalicão regressa à África Ocidental, depois do êxito conseguido na reconstrução de estradas no Senegal”, conclui-se em comunicado.

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