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Mota-Engil renova carteira de encomendas e entra em novos mercados

09 de Agosto de 2019 às 15:09:53

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Nos últimos meses, a atividade do grupo Mota-Engil foi reforçada em geografias onde já marcava presença, como o México, Brasil e Peru, assim como em novos países, como é o caso do Panamá, do Quénia e da Nova Caledónia, o que permitiu terminar o primeiro semestre do ano com uma carteira de encomendas superior a 5,2 mil milhões de euros, com destaque para os 683 milhões de euros na área de Ambiente e Serviços, uma área de negócio estratégica no grupo e complementar ao setor de Engenharia e Construção.

A Mota-Engil informa que celebrou novos contratos em diversas geografias, reforçando a sua carteira de encomendas que, destaca em comunicado, ”se mantém a níveis historicamente elevados desde 2018, superando os 5,2 mil milhões de euros”.
Para a renovação da carteira de encomendas, suportada numa “estratégia de internacionalização e diversificação de mercados”, merece destaque o contrato no Panamá no valor estimado de 159 milhões de euros, obtido através de concurso publico internacional, tendo sido atribuído ao consórcio constituído pela Mota-Engil (49%) e OHL (51%), para a extensão de 2,2 quilómetros da Linha 1 do metro da cidade do Panamá, a executar em 33 meses.
O âmbito do contrato inclui ainda a construção de uma estação terminal com capacidade para mais de 10 mil passageiros em horas de ponta, um ponto de ligação de autocarros com capacidade para mais de 8 mil passageiros e um parque de estacionamento para cerca de 800 veículos.
Ainda na América Latina, o grupo obteve novos contratos no Peru no valor de 40 milhões de euros, reforçando a sua posição no setor privado onde é um dos principais players do mercado das infraestruturas, sobretudo no setor mineiro.

Conquista de um dos maiores contratos de sempre no setor do Ambiente

No Brasil, a Mota-Engil obteve contratos no total de 40 milhões de euros, parte dos quais para a Petrobras, dando sequência à relação comercial iniciada em 2018, neste caso em parceria com a Vinci Energies.
Também no Brasil merece destaque a adjudicação no setor do Ambiente onde o grupo atua através da subsidiária Consita, que celebrou um contrato para os próximos 5 anos e em consórcio com duas empresas locais, no valor de 144 milhões de euros, para a prestação de serviços de limpeza urbana, no município de São Paulo, o que traduz um marco na história do Grupo no setor do Ambiente. De referir ainda o facto de esta empresa ter celebrado outros contratos de menor dimensão igualmente adjudicados durante o corrente ano e que totalizam cerca de 36 milhões de euros para igual período de execução (até 60 meses).

Reforço da relação com a Vale como cliente global

Realce ainda para o reforço, neste primeiro semestre, do reforço da atividade para empresa brasileira Vale, a segunda maior companhia mineira do mundo e maior da América Latina, através da adjudicação de três novos contratos: dois na Nova Caledónia e um no Brasil, no valor de cerca de 80 milhões de euros.
Com participação em projetos em vários países à volta do globo, o grupo português assume-se como uma das principais prestadoras de serviço à escala global em projetos de construção de curta duração e em suporte de médio prazo às atividades desta sociedade mineira. 
No cômputo geral desta relação, contam-se 12 projetos em 4 países, com valores superiores a 700 milhões de euros e com prazos até 5 anos, totalizando mais de 706 milhões de euros de valor contratual, dos quais mais de cerca de 450 milhões de euros por executar.

Projetos turísticos pontuam no México 

Na senda da diversificação, o Grupo continua a dar seguimento ao seu projeto turístico no México, designado Costa Canuva, na zona de Nayarit, onde a Mota-Engil México é um dos promotores do projeto, tendo celebrado acordo para o desenvolvimento de importantes projetos turísticos, tais como o Hotel Fairmont e o Ritz Carlton Reserve.
No caso do Hotel Fairmont, o promotor do projeto procedeu à alienação de 50% do Projeto Fairmont ao Fundo de Pensões de Jalisco pelo valor de 21 milhões de dólares, garantindo à Mota-Engil México um contrato em regime de EPC no valor de 185 milhões de dólares para a construção do Hotel com uma área total de 67.000 m2. Quanto ao Ritz Carlton Reserve, a Mota-Engil Turismo garantiu, em parceria com o fundo Thor Urbana, o desenvolvimento do resort dinamizado pela marca Ritz Carlton, que terá 100 quartos e 60 vilas. O complexo turístico Costa Canuva tem uma frente de praia de cerca de 7 km e terá, entre outras infraestruturas, um vasto conjunto de residências e hotéis, um campo de golfe e uma marina. 
Em África, e depois de em dezembro de 2018 o grupo ter atingido a sua carteira recorde na região, de cerca de 2.750 milhões de euros, o foco está sobretudo concentrado na produção e no arranque dos mercados recentemente abertos, como a Costa do Marfim e Camarões, onde a entrada do grupo tem-se concretizado com sucesso e com o cumprimento dos objetivos definidos. 
Entretanto, a Mota-Engil iniciou operação no Quénia, através da angariação das obras do Annuity, no valor de cerca de 70 milhões de euros, as quais terão início entre o último trimestre de 2019 e o primeiro trimestre de 2020, estando o financiamento garantido.
 
Perspetivas positivas na Europa, a começar por Portugal
 
Em Portugal, durante o primeiro semestre de 2019, assistiu-se a uma angariação de carteira na ordem dos 175 milhões de euros, o que “permitirá à Mota-Engil Engenharia e Construção retomar o crescimento da sua atividade, com perspetivas de crescimento ainda mais evidente a partir de 2020, através da retoma do investimento público, e em projetos de infraestruturas relevantes para o reforço da rede transeuropeia de transportes”.
Desta forma, “a retoma que se espera definitiva do setor em Portugal e a estabilidade da operação na Polónia, Irlanda e no Reino Unido indiciam que o segundo semestre de 2019 seja o de viragem na unidade de Engenharia e Construção na região da Europa, e que 2020 seja um ano positivo”, destaca-se em comunicado.




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