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Lucios, Alberto Couto Alves e 22 milhões de euros renovam Mercado do Bolhão

25 de Março de 2019 às 10:55:57

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As portas do Mercado do Bolhão só abrem em 2020, mas é já possível ver o que vai mudar, neste emblemático edifício do Porto, cujas obras de reabilitação se encontram a cargo da Lucios Engenharia e Construção e da ACA-Alberto Couto Alves.

A obra de restauro e modernização do mais antigo e tradicional mercado de frescos da Invicta, classificado como Monumento de Interesse Público desde 2013, fica concluída só no próximo ano, mas já é possível identificar algumas mudanças.
Mais de 100 homens estão a trabalhar em permanência no projeto, que se encontra num período de transição entre o reforço da estrutura e das fundações do edifício e a construção de um piso subterrâneo. Em conjunto, estas são as fases mais complexas e delicadas da obra, após a demolição total de todo o interior do mercado, entretanto já concluída, refere em comunicado uma das empresas responsáveis pela empreitada. De acordo com Filipe Azevedo, administrador da Lucios, “a estabilização do edifício, que se encontrava em risco, é agora uma das nossas principais preocupações. Trata-se de um processo complexo, que envolve a reconstrução de muitas das fundações originais. Temos ainda uma equipa de geólogos a acompanhar todo o processo, por forma a garantir que o edifício se vai manter estável e seguro.”
Na prática, estão a ser aplicadas mais de 1220 micro estacas para reforço das fundações, através da perfuração do solo e injeção de cimento, perfis metálicos e varões de aço. Após este processo, vai iniciar-se o rebaixamento do piso térreo, destinado à construção de um parque de estacionamento e áreas técnicas para uso exclusivo dos comerciantes. Nesta cave, que servirá também como zona de cargas e descargas, existirá uma zona para aprovisionamento de frescos e balneários para os funcionários.
A fase que se segue é dedicada à caixilharia, vidros e coberturas. Aqui, “o maior objetivo é devolver a autenticidade primordial do Mercado do Bolhão, quer na estética, como nos materiais e nos sistemas de produção dos mesmos. A reabilitação das infraestruturas que ainda se encontram em bom estado será uma prioridade, assegurando-se ainda a replicação rigorosa de tudo o resto, através da utilização de técnicas de produção antigas”, acrescenta-se no referido comunicado, onde se destaca que todos os materiais estão a ser produzidos em Portugal, respeitando o modo de manufatura de antigamente.
As cúpulas, pela sua fragilidade, terão que ser intervencionadas de igual modo. Num primeiro momento, será feita a reabilitação da madeira das estruturas e, posteriormente, o forro e reforço das mesmas. A cobertura fica completa com a colocação de xisto, um material que retoma à arquitetura inicial do mercado, e a introdução de uma nova estrutura feita em vidro e zinco, materiais mais modernos. No final, o espaço continuará a céu aberto.
A empreitada, que tem um custo superior a 22 milhões, promete ainda devolver o conforto e a segurança a comerciantes e visitantes, através da melhoria de redes de eletricidade e esgotos, sistemas de climatização e acessos, incluindo para pessoas com mobilidade reduzida, e ligação direta ao Metro.

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