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Faturação da Mota Engil atinge valor recorde de 2,8 mil milhões em 2018

04 de Março de 2019 às 09:32:42

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O Grupo Mota-Engil registou em 2018 um volume de negócios de 2.818 milhões de euros, um valor recorde no grupo e que traduz um crescimento de 8% face ao ano anterior.

O resultado líquido foi de 24 milhões de euros, o qual compara com 2 milhões de euros registados no período homólogo. O EBITDA do Grupo cresceu para 409 milhões de euros, atingindo uma margem de 15%.
Relativamente à carteira de encomendas, a Mota-Engil alcançou em dezembro um registo expressivo de 5.465 milhões de euros, “o maior valor até hoje registado no Grupo, tendo no final de 2018 um valor equivalente a mais de dois anos de atividade, especialmente em África, onde conta com 50% do valor”, destaca-se no referido comunicado.
Ao nível do desempenho financeiro, o Grupo registou um investimento (CAPEX) de 287 milhões de euros no total do ano, sendo a sua maior parte (186 milhões de euros) efetuado em África e relacionado com contratos de médio e longo prazo no segmento de Mining.
Ainda assim, e concretizando um CAPEX significativo como o que registou em 2018, o Grupo reduziu a sua dívida líquida face a junho em 49 milhões de euros, melhorando o indicador de Net Debt / EBITDA para 2,3x, mantendo o nível de sustentabilidade financeira em linha com os objetivos traçados.

África representa 50% do valor da carteira de encomendas

Na Europa o volume de negócios atingiu 856 milhões de euros, um crescimento de 3% da atividade, registando-se uma diminuição da margem de EBITDA. Com uma carteira de encomendas no mercado europeu de cerca de 1.200 milhões de euros, a Mota-Engil tem “uma perspetiva de evolução positiva do mercado de infraestruturas para os próximos anos em Portugal”.
Em África, por seu turno, o Grupo cresceu 5%, para um volume de negócios de 908 milhões de euros, apresentando uma “acentuada aceleração no segundo semestre, que se perspetiva que se mantenha ao longo de 2019”.
O EBITDA em África foi de 194 milhões de euros (margem de 22%). O Grupo destaca nesta região a carteira de encomendas, que representa cerca de 2.750 milhões de euros, cerca de 50% do total do Grupo, “o que permite antever uma evolução futura positiva nesta região, que tem Angola e Moçambique como mercados chave, a par de um conjunto de outros mais recentes e cada vez mais relevantes no contributo para o Grupo”, lê-se no mesmo comunicado.
Por fim, na América Latina o Grupo atingiu, pela primeira vez na sua história, um valor de faturação superior a 1.000 milhões de euros (um crescimento de 13%), tendo no segundo semestre uma atividade média mensal próxima dos 100 milhões de euros mensais, tornando-se esta região, pelo segundo ano, o maior contribuinte para o volume de negócios do Grupo.
Concretizando a tendência de crescimento muito significativa na região, o Grupo atingiu um EBITDA de 140 milhões de euros, o que representa uma margem de 13%, influenciada por um desempenho positivo dos negócios de Engenharia e Construção, como também do negócio de Energia.

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