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Gabriel Couto constrói aeródromo do Mozambique LNG

22 de Outubro de 2018 às 15:37:47

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O Grupo Gabriel Couto foi selecionado para construir um Aeródromo em Moçambique como parte do plano da ANADARKO Moçambique Área 1 (AMA1) para desenvolver um parque industrial para o processamento de gás natural liquefeito (LNG) na península de Afungi, distrito de Palma, província de Cabo Delgado.

O terminal de passageiros terá uma capacidade para 150 pessoas

A construção deste novo Aeródromo em Moçambique está localizada perto da cidade de Palma e apoiará os desenvolvimentos dos projetos de LNG de Moçambique (Área 1) e LNG do Rovuma (Área 4).
O contrato celebrado entre a Gabriel Couto e a AMA1 compreende a conceção e construção de uma pista para operar aeronaves até ao Boeing 737 e incluirá uma pista de 2300 m de comprimento, além da construção de um terminal para 150 passageiros e outros edifícios de apoio à pista de aterragem. Esta infraestrutura também será dotada de todo o equipamento de navegação aérea correspondente.
O prazo total do projeto é de 21 meses, englobando duas fases diferentes. A primeira fase contemplará a construção de uma pista de 1600 m de extensão, dimensionada para operar uma aeronave Embraer ERJ-145, uma área de estacionamento para quatro aeronaves e um helicóptero, além da construção do terminal de passageiros, vias de acesso e estacionamento. A segunda fase incluirá a extensão da pista até 2300 m, aumentando a capacidade operacional do Aeródromo para aeronaves e aviões, como o Boeing 737.
Além do descrito acima o contrato inclui também todo o fornecimento de equipamentos de navegação, escadas de acesso às aeronaves, atrelados de apoio e equipamentos de transporte de bagagem.

Estreia no Oil & Gas

«Trata-se da primeira empreitada da Gabriel Couto no âmbito do sector do Oil & Gas, setor da Engenharia reconhecido como dos mais exigentes do ponto de vista de padrões de Segurança e Qualidade. É um contrato em modelo EPC (Engineering, Procurement & Construction), sendo que a Gabriel Couto desenvolveu todo o modelo e conceção do projeto até à sua operação, incluindo o seu faseamento, para que no curto prazo comecem a aterrar aviões em Afungi, Palma», refere Tiago Couto, diretor desta construtora. O mesmo responsável adianta ainda que “ganhar um contrato EPC desta dimensão e neste setor é ver reconhecido todo o trabalho e esforço desenvolvidos por uma excelente equipa multidisciplinar, que se encontra ao nível das maiores e melhores construtoras mundiais.”

Foco na internacionalização

“No mercado internacional, continuamos muito focados nos mercados onde a empresa já se estabeleceu, nomeadamente na América Central, e em especial nas Honduras, em que o projeto em curso (de valor aproximadamente de 80 milhões de euros) está a atingir a velocidade de cruzeiro, bem como em África, particularmente na Zâmbia, e agora em Moçambique, onde reforçamos a nossa posição. Estamos já presentes em três continentes, 10 países e operamos em mercados com 4 diferentes línguas - português, inglês, francês e castelhano-, realçando assim o vigor da vertente exportação e internacionalização, presentes no Grupo Gabriel Couto”, salienta por seu turno Carlos Couto, CEO da construtora sediada em V.N. de Famalicão, que prevê para este ano um volume de negócios global a rondar os 125 milhões de euros, dos quais 55 milhões em Portugal.

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