17 / Julho / 2018

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Diretor: José Tomaz Gomes | Editor: AECOPS

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Resultados da CBRE crescem 22% e batem recordes pelo terceiro ano consecutivo

15 de Janeiro de 2018 às 12:03:18

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Os resultados da atividade da CBRE em 2017 registaram um crescimento homólogo de 22%, o que, diz a empresa, traduz uma performance recorde pelo terceiro ano consecutivo.

Francisco Horta e Costa, salienta que “este foi um ano particularmente positivo, não só em termos de resultados, como também em termos das soluções apresentadas a clientes(…). De facto, o mercado português regista uma dinâmica extraordinária, mas com ela surgem também novos desafios relacionados com a multidisciplinariedade (…)”, acrescenta aquele responsável.

Investimento e Promoção/ Reabilitação cresce 10%

O crescimento na área de Investimento e Promoção/ Reabilitação da CBRE, somando 600 milhões de euros de negócios em 2017 que envolvem 115 imóveis, com cerca de 300.000 metros quadrados, foi de 10%. O Top 3 de transações é encabeçado pela venda do portefólio da Silcoge, composto por 13 edifícios, e pelo portfólio da Tranquilidade, constituído por 84 imóveis, bem como pela venda de quatro edifícios da Caixa Geral de Depósitos, composto por três imóveis de escritórios e um residencial.
No mercado de escritórios, a CBRE está envolvida na colocação de 30.000 m2 de escritórios. No último ano os setores de atividade mais dinâmicos de escritórios foram TMT - Tecnologia, Media e Telecomunicações & Utilities (21%) e Consultores e Advogados (17%). Em matéria de transações destacam-se os arrendamentos de escritórios para uma empresa tecnológica no Lagoas Park com 6.000 m2, de uma entidade bancária de 5.700 m2 na Torre Oriente Colombo e de uma empresa farmacêutica no Lagoas Park com 4.000 m2. 
No Departamento de Comércio os negócios totalizaram cerca de 64.000 m2, distribuídos por Retail Parks (8.000 m2), Comércio de Rua (26.500 m2) e Centros Comerciais (29.500 m2), sendo estas duas últimas categorias as que registaram um elevado aumento de metros quadrados face a 2016. Como Top 3 de transações, a CBRE assinala a venda de espaço que dará lugar ao Hospital de Sintra do Grupo José de Mello Saúde, a venda de instalações à Brimogal em Aveiro para a abertura do Leroy Merlin, bem como a colocação de várias insígnias de renome como a Sportzone, Fnac, MacDonalds e Fitness Hut nos centros comerciais Nosso e Alameda, respetivamente.
Na área Armazéns e Logística o crescimento foi de 20%, para o qual contribuíram a venda de um armazém com 5.100 m², situado em Carnaxide, o arrendamento de um armazém de 6.500 m² em Aveiro e, na Azambuja, o arrendamento de um armazém com 14.000 m².
Com cerca de 20 negócios concluídos em 2017, num total de 65.000 m2 de armazéns, instalações industriais e terrenos, a empresa prevê uma nova ênfase de quota de mercado em 2018, bem como o reforço na área da consultoria, tendo em conta o pipeline sob negociação, que supera os 70.000 metros quadrados.
Em Avaliações, a CBRE assegurou em 2017 operações que somam 200 milhões de metros quadrados, com um valor superior a 10 mil milhões de euros e que abrangeram 30.000 imóveis. Destacam-se ainda cerca de 20 projetos de consultoria, especialmente para estudos de análise de mercado e definição de produto, análise estratégica e Due Diligence.

Gestão de Ativos Imobiliários alcança número histórico de 1,15 milhões de metros quadrados
A Gestão de Ativos Imobiliários da CBRE registou um crescimento na ordem dos 30%, sendo agora responsável pela gestão de cerca de 1,15 milhões de metros quadrados, em 71 ativos. Dos novos 25 ativos ganhos em 2017 destacam-se o portfolio do fundo imobiliário Explorer I (que inclui, entre outros, o edifício Liberty na Avenida Fontes Pereira de Melo), os Edifícios Álvaro Pais e Santa Maria, bem como o Sintra Business Park. A maioria dos ativos geridos pela CBRE são da área da Logística (705.000 m2), em segundo lugar Centros Comerciais (225.000 m2) e Escritórios (220.000 m2) e, por fim, 8.000 m2 são edifícios de uso misto. No que respeita a rendas, estas registam um crescimento de 31% face a 2016, totalizando os 73 milhões de euros.
O departamento de Arquitetura e Gestão de Projetos cresceu cerca de 160%. No último ano a CBRE foi responsável por 46 contratos de nas vertentes de Gestão de Projeto, Projeto, Fiscalização e Due Diligence, representando os diversos projetos um volume associado de obras de aproximadamente 33 milhões de euros, em cerca de 450.000 metros quadrados de comércio e escritórios.
O Projeto e Gestão de Projeto dos espaços comuns dos Centros Comerciais Alma, Nosso e Alameda, para o Deutsche Asset Management, e da nova sede de uma sociedade de advogados de referência no mercado ibérico, situada no Marquês de Pombal, em Lisboa, são alguns destaques desta área.
Este departamento foi ainda responsável pelo estudo de Workplace Strategy, Projeto, Gestão de Projecto, Change Management e Certificação Leed da nova sede de uma empresa farmacêutica de renome no Lagoas Park.
Em 2017, o Entreprise Facility Management geriu 36 instalações, com 3.000 ocupantes e um total de 56.000 m2, especialmente da área das Tecnologias da Informação. Destacam-se três novos escritórios sob gestão: o Syngenta, a DXC (ex-HP) e o Hostelworld, mais uma tecnológica mundial que aposta no Porto para inauguração das suas instalações em Portugal.

Neoturis assinala novos projetos e novas nacionalidades de investidores
A neoturis, empresa do grupo CBRE, fecha 2017 com mais de 30 projetos para clientes e investidores de onde se destacam, para além de clientes nacionais, espanhóis, ingleses, norte-americanos, novas nacionalidades, como belgas e turcos. Os grandes destaques em matéria de novos projetos alcançados no último ano são seis: o Turismo de Lisboa, a Associação de Promoção da Madeira, Vilamoura World, BCP, Discovery e a FOSUN. No que respeita aos principais serviços prestados, a neoturis assinala o apoio nas transações de empreendimentos turísticos, estudos de mercado e viabilidade económico-financeira, a procura de entidades gestoras para ativos hoteleiros - existentes ou futuros -, a definição dos conceitos mais adequados (best use) ao desenvolvimento de ativos com valências turísticas e, através do escritório do Brasil, o apoio a investidores internacionais, que tem aumentado de forma significativa.
Para 2018, a neoturis prevê o fecho de transações preparadas ao longo de 2017, assim como o aumento do número de clientes internacionais a procurar serviços de consultoria em Portugal. As principais marcas hoteleiras globais manterão a pressão sobre o mercado português, procurando reforçar a sua presença, sendo também interessante observar vários processos de investimento em unidades hoteleiras existentes no sentido da sua requalificação e ou melhoria dos indicadores de gestão. Para além de Grupos como o Pestana ou Vila Galé, 2018 pode ser um ano de anúncio de novos processos de internacionalização da hotelaria portuguesa.

Tendências do Mercado Imobiliário 2018

No próximo dia 18 de janeiro, a CBRE irá apresentar as principais tendências do setor imobiliário para 2018. Mas em comunicado, Francisco Horta e Costa, diretor geral da CBRE em Portugal, levanta um pouco do véu do que poderá ser o próximo ano, prevendo que “com a ressalva de eventuais “terramotos” políticos ou geo-estratégicos, desde que o quadro fiscal se mantenha inalterado e uma vez que ainda não deveremos assistir a subidas nas taxas de juro, as perspetivas para este ano são muito boas. “Os setores tradicionais deverão manter uma performance muito positiva, com a ajuda do incremento do financiamento bancário agora que o sistema financeiro português se encontra mais estabilizado. Prevejo que haja cada vez mais investidores a quererem vir para Portugal, assim como empresas a quererem instalar aqui grandes centros de investigação, excelência, back-office, near-shoring, etc.”
Perspetivamos um crescimento grande de espaços de trabalho flexíveis como os co-works e de espaços híbridos ou aceleradores/incubadoras de empresas, como consequência da expansão da economia digital baseada em telemóveis e da evolução tecnológica em geral. As grandes empresas estão cada vez mais a seguir o modelo das start-up’s no que diz respeito à forma como os espaços de trabalho são desenhados e ocupados, até porque isso é uma exigência da geração “millennial”, que já não se contenta com um escritório convencional e que está disponível para trocar condições financeiras melhores por um escritório mais atrativo. E termina: “esta disrupção é permanente e veio para ficar.”
Refira-se que a CBRE inicia 2018 com um conjunto de processos em fase avançada de negociação, que se deverão concluir nos próximos 6 meses, com um valor de mercado de quase 1000 milhões de euros.

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