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Gabriel Couto conclui fábrica da Sakthi em tempo recorde

24 de Fevereiro de 2017 às 15:00:50

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A Construtora Gabriel Couto concluiu no tempo recorde de 11 meses a construção da nova fábrica da multinacional Sakthi.

Instalada no Parque Empresarial do Casarão, em Águeda, esta nova estrutura, que representa um investimento de cerca de 37 milhões de euros, foi inaugurada no passado sábado, pelo chefe do Governo de Portugal.
A Sakthi Portugal construiu esta fábrica de fundição para o sector automóvel, vocacionada para a produção de componentes de segurança crítica, nomeadamente para sistemas de travagem, transmissão, suspensão e motor, em ferro nodular, num terreno com cerca de 230.000 m2.
A empreitada iniciou-se em março de 2016, tendo sido construída em diversas áreas distintas: a nave industrial foi concebida como uma estrutura porticada que se desenvolveu em planta, num retângulo de 260X75 m2, em que os pórticos estão espaçados a cada 10 m, com entrada de luz natural a cada 20 m, que corresponde à distância entre pórticos principais. A estrutura do edifício é constituída basicamente pelas fundações, em betão armado, pela estrutura principal em perfis laminados e reconstruídos, e chapa autoportante entre os pórticos principais. A geometria altimétrica desta unidade industrial, denominada Júpiter, foi adaptada às necessidades funcionais de exploração, tendo um pé direito de 26,5m na zona da fusão, fachada Norte, e de 14 m na zona da expedição, fachada Sul.
O edifício é da autoria do arquiteto Alexandre Burmester e foi considerado, desde o início, como um projeto de arquitetura de elevado nível e esteticamente arrojado.
Os números da obra impressionam pela sua dimensão, conferindo maior reconhecimento aos desafios com que a construtora teve de lidar para cumprir todos os prazos parciais global contratualmente estabelecidos para a execução dq empreitada, e dando um maior enfase à concretização dos objetivos.
«A preparação e articulação dos diversos projetos assumiram uma grande relevância, dado o curto prazo de execução da obra. Os trabalhos de betão armado decorreram em paralelo com a preparação e fabricação, quer da estrutura metálica, quer das estruturas e elementos referentes à chapa estrutural, bem como com a natureza das importantes estruturas industriais – fornos de fundição, potentes pontes rolantes, estruturas de moldagem, centenas de metros de tapetes transportadores, etc.», refere Carlos Couto, CEO da Gabriel Couto.
De destacar ainda a utilização nesta empreitada de processos de gestão Lean (através da implementação da metodologia Kaizen e seus processos de gestão e coordenação), bem como do método BIM, modelo de informação da construção assente num conjunto de informações geradas e mantidas durante todo o ciclo de vida de um edifício em tempo real, bem como a quantificação de todo o processo e respetiva orçamentação.
«Esta metodologia promove novos processos de controlo e de gestão de toda a informação entre as diversas especialidades do projeto, bem como de todos os seus intervenientes. Para além disso, permite a obtenção das medições da obra e a criação de peças desenhadas, com a deteção de conflitos entre as diferentes especialidades. Ao longo de todas as semanas foi feito um levantamento do que estava a ser executado, por forma a perceber a evolução que a obra ia tendo ao longo do período de execução e compará-la com o plano inicialmente estabelecido», esclareceu o mesmo responsável.

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