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NVE reabilita edifício do Século XIX na Baixa Pombalina

22 de Janeiro de 2016 às 11:45:44

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A NVE deu início a mais uma obra integrada no conjunto histórico da Baixa Pombalina.

O imóvel, localizado na Rua dos Bacalhoeiros, tem uma área bruta total de construção aproximada de 3.211 m2, distribuídos por 6 pisos: rés-do-chão, quatro andares destinados à habitação e um piso de águas furtadas, também de uso residencial.
O rés-do-chão encontra-se integralmente ocupado por estabelecimentos comerciais, concretamente quatro espaços de restauração. Um desses restaurantes desenvolve-se em dois pisos, ocupando assim parte da área do primeiro andar.
O edifício em questão foi construído em meados do século XIX, durante o período construtivo que sucedeu ao sistema Pombalino, denominado por Gaioleiro.
“O projecto de arquitetura, do atelier ARX de José e Nuno Mateus, preserva o valor histórico e memória do edifício, conservando a fachada e os azulejos originais, tendo como estratégia preconizada o pressuposto da reabilitação e conservação do maior número possível de elementos arquitetónicos existentes, propondo apenas as alterações necessárias às exigências contemporâneas de habitabilidade e do redimensionamento dos fogos”, explica a construtora em comunicado.
Neste contexto, será levada a cabo “a conservação minuciosa das fachadas ao nível dos azulejos, das cantarias, dos caixilhos de madeira originais e respetivas portadas interiores, do redesenho das caixilharias dos espaços comerciais no piso térreo, que foram sendo modificadas ao longo dos anos, em concordância com o resto do edifício”.
No interior propõe-se a “manutenção de todos os pisos existentes e a introdução de um novo nível superior de mezaninos que aproveita o oco das coberturas, agora inacessível, e que virá permitir a articulação de tipologias duplex com o quinto piso de águas furtadas”.
Para este efeito foi definida a “reconstrução integral da cobertura, respeitando a geometria, forma e materialidade existentes, bem como as cotas atuais de cumeeira e de beiral”. A intenção de reconstrução advém da necessidade de corrigir o estado de degradação existente e de melhorar as condições de habitabilidade, conforto térmico e iluminação natural do piso das águas-furtadas.
As obras têm um prazo previsto de 15 meses e dão continuidade à estratégia da NVE, de consolidação da atividade na área de requalificação de edifícios na centralidade das principais zonas históricas das cidades.
 

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