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Lucros da Mota-Engil crescem 50% para 31,1 milhões de euros

28 de Agosto de 2014 às 16:46:14

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O Grupo Mota-Engil registou, no primeiro semestre deste ano, um resultado líquido de 31,1 milhões de euros, o que representa um crescimento de 50% quando comparado com o período homólogo de 2013.

O volume de negócios do Grupo registou, nos primeiros seis meses do ano, um crescimento de 7,9%, atingindo os 1.122 milhões de euros. Este aumento deve-se, essencialmente, à excelente performance fora da Europa, nomeadamente em África (mais 28,6%) e na América Latina (mais 23,5%).
No que diz respeito à rentabilidade operacional, o EBITDA registou um aumento de 20,4%, situando-se nos 194,7 milhões de Euros, enquanto o EBIT cresceu 17,9%, alcançando os 120,1 milhões de euros.
Apesar do crescimento acentuado ao longo dos últimos trimestres (e do consequente consumo de carteira), o Grupo tem conseguido renovar e mesmo aumentar a sua carteira de encomendas (no 1º semestre de 2013 a carteira era de 3,4 mil milhões de euros), assegurando um nível médio de carteira de 3,8 mil milhões de euros. Os valores apresentados não incluem cerca de 450 milhões de euros de contratos anunciados após o fim do semestre em análise, nem incluem qualquer montante relacionado com o contrato assinado na obra dos Camarões e Congo (2,6 mil milhões de euros), o maior na história do Grupo Mota-Engil.

Atividade por regiões

O volume de negócios do Grupo Mota-Engil na Europa verificou, no segundo trimestre do ano, uma queda de 6% face ao período homólogo de 2013, acumulando um decréscimo de 13% no primeiro semestre para um total de 387 milhões de euros. Também quanto à rentabilidade operacional obtida na região, verificou-se uma redução em valor e em percentagem, tendo sido atingido um EBITDA de 37 milhões de euros a que corresponde uma margem de 9,4%.
A atividade em África, que representa cerca de 50% da atividade total do Grupo e 72% do seu EBITDA, registou um aumento de 29% para valores recorde acima dos 550 milhões de euros de volume de negócios num único semestre. A margem EBITDA da área de negócios aumentou para 25,3%, tendo atingindo os 28% no segundo trimestre. Deste modo, a rentabilidade operacional em termos absolutos aumentou para 141 milhões de euros, com a contribuição fundamental da região SADC (South African Development Community“, que inclui o Malawi, país onde decorre o maior projeto do Grupo. A carteira de encomendas desta região manteve-se estável nos 1.500 milhões de euros.
No que diz respeito à América Latina, região que representa já 21% da atividade do Grupo, o volume de negócios ascendeu, no primeiro semestre do ano, a 233 milhões, o que representa um crescimento de cerca de 23% face a idêntico período do ano passado. O forte crescimento do México e do Brasil e a afirmação gradual da Colômbia, ajudaram a compensar a redução pontual do volume de negócios no Peru e a reforçar o crescimento sustentado na região pela diversificação crescente.

Rentabilidade operacional e investimentos

No que se refere à rentabilidade operacional, assistiu-se a uma subida das margens EBITDA, que atingiram 9% no acumulado dos primeiros seis meses do ano. Em junho de 2014, a carteira de encomendas na região atingia o montante total de cerca de 1.466 milhões de euros.
Durante o primeiro semestre de 2014, o Grupo aumentou o seu investimento líquido para 74 milhões de euros, o que compara com os 66 milhões investidos no período homólogo do ano passado. Analisando o investimento total pela sua natureza, verificamos que o investimento de expansão totalizou cerca de 29 milhões de euros (que inclui 23 milhões de euros em África e na América Latina) e o investimento de manutenção ascendeu a aproximadamente 45 milhões de euros.
Com o impacto tradicional da sazonalidade no negócio da Engenharia e Construção e o aumento do investimento realizado ao longo do primeiro semestre, o endividamento líquido total aumentou 175 milhões de euros quando comparado com Junho de 2013. No entanto, a sustentabilidade económica e financeira do Grupo está evidenciada na melhoria do rácio NET DEBT/ EBITDA verificado desde 2011, tendo atingido o nível mais baixo no primeiro trimestre de 2014 (2,7) e mantendo-se atualmente em 3.

Empresas entre as 100 Maiores Construtoras do Mundo

A Engineering News-Record (ENR), reconhecida publicação internacional especializada sobre o sector da construção, publicou o Ranking Anual das 250 maiores construtoras do mundo.
Entre as empresas referenciadas consta a Mota-Engil, líder em Portugal e que ascendeu em 2014 ao TOP 100 Mundial, ao ficar em 98.º lugar.
Destaque ainda para a presença em 59.º lugar da Mota-Engil entre as construtoras mais internacionalizadas no mundo, critério para o qual é descontado o volume de negócios obtido no mercado doméstico.

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