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Mota-Engil aumenta lucros em 50% e antecipa melhor ano operacional do Grupo

22 de Novembro de 2013 às 11:31:11

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Os lucros do Grupo Mota-Engil registaram no o 3º trimestre de 2013 um aumento de 50%, para 37,9 milhões de euros, o que leva o CEO Gonçalo Moura Martins a antecipar que 2013 “será o melhor ano operacional de sempre do Grupo”.

Ao nível da rentabilidade operacional, o Grupo apresentou um aumento do EBITDA de 32%, para 265,9 milhões de euros, e do Resultado Operacional (EBIT) de 39%, para 176,4 milhões de euros, com margens de 16% e 10,6% respetivamente.
O faturação, por seu turno, cresceu 2,4%, cifrando-se em cerca de 1.663 milhões de euros, 72% do quais provenientes de mercados internacionais.

Com efeito e como se refere numa nota de imprensa, “os mercados externos continuam a ser o motor de desenvolvimento do grupo”. Este facto é espelhado pelo aumento da carteira de encomendas, que subiu para 3,7 mil milhões de euros, com mais de 80% deste montante a ter origem no exterior, designadamente África (1.500 milhões de euros) e América Latina (mais de 1.300 milhões de euros). Desta forma, o Grupo mantém o objetivo de concluir o ano de 2013 com uma carteira de obras em redor dos 3,5 mil milhões de euros, apesar do contexto adverso na Europa.

No 3º trimestre de 2013, o mercado Europeu representou um volume de negócios de 727 milhões de euros, significando uma queda de 20,6%, muito por causa da redução em 28% do negócio de Engenharia e Construção, em função do contexto nos mercados de Portugal e Polónia.
África, a região que já representa o maior mercado do Grupo na área de Engenharia e Construção, foi igualmente a maior contribuinte para o crescimento do EBITDA. Efetivamente, o volume de negócios cresceu 37%,l para 706 milhões de euros, enquanto o EBITDA cresceu 63%, para cerca de 163 milhões de euros, com margem de 23%, destacando-se o crescimento significativo da atividade em Angola, Moçambique e Malawi, neste último caso muito influenciado pelo projeto de construção do corredor de Nacala, troço ferroviário que liga a província de Moatize ao porto de Nacala, atravessando o Malawi.
Para Gonçalo Moura Martins, “para além da entrada em dois novos mercados africanos este ano, Zâmbia e Gana, o Grupo Mota-Engil continuará a desenvolver o estudo de oportunidades que tem em vista para a entrada em novos mercados que lhe permitam afirmar cada vez mais uma posição de liderança na região da África Subsariana”.

A América Latina, com um volume de negócios de 303 milhões de euros no 3.º trimestre, viu a sua atividade aumentar mais de 42% face ao período homólogo.
O EBITDA aumentou em 25%, para 26,5 milhões de euros (21,2 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2012), com ligeira redução da margem em virtude dos investimentos decorrentes da entrada em novos mercados como o Brasil ou Colômbia.
No que concerne ao comportamento da gestão da dívida, o Grupo assegurou uma redução de 52 milhões de euros da sua dívida, passando a ter um endividamento líquido de 967 milhões de euros.

Enquadrado pelo desemprenho registado durante o 3º trimestre, o Grupo Mota-Engil diz-se “ convicto do cumprimento dos objetivos definidos para o ano em curso, nomeadamente: a manutenção dos níveis de crescimento do volume de negócios consolidado; a manutenção das margens em Portugal; o crescimento do volume de negócios em África e na América Latina; e por último, uma carteira de encomendas acima de 3,5 mil milhões de euros, suportada na atividade internacional.

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