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Resultado líquido da Mota-Engil cresce 13% para 20,7 milhões de euros

29 de Agosto de 2013 às 11:10:52

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O Grupo Mota-Engil registou um resultado líquido de 20,7 milhões de euros no primeiro semestre do ano, o que representa um crescimento de 13%.

No mesmo período, o volume de negócios cresceu 7,3%, para 1.040 milhões de euros, com 70% proveniente de mercados internacionais. Através do crescimento internacional, o Grupo Mota-Engil conseguiu aumentar o EBITDA em 30%, para 161,7 milhões de euros e o EBIT em 31%, para 101,9 milhões de euros, com margens de 15,5% e 9,8% respetivamente.

Os resultados do Grupo na primeira metade do ano foram recentemente apresentados, tendo sido destacada “a importância dos mercados externos”, que “fica espelhada no aumento das carteiras de encomenda, que se situa nos 3,6 mil milhões de euros, sendo que mais de 80% é oriunda destes mercados”.
Para tal, muito contribuíram as regiões de África, a suportar um nível próximo dos 1.600 milhões de euros, e a América Latina, que atingiu um valor inédito e superior a 1.000 milhões de euros. Desta forma, o Grupo conseguiu antecipar o objetivo de concluir o ano de 2013 com uma carteira nos 3,5 mil milhões de euros, apesar da retração de 14% em termos absolutos na Europa”, salienta-se em comunicado, onde são avançados outros dados relativos à atividade do Grupo nos primeiros seis meses do ano.
Assim, no primeiro semestre de 2013, o mercado Europeu representou cerca de 40% do total da atividade global da Mota-Engil, tendo a margem de EBITDA nesta região aumentado para 9,5%. A carteira de encomendas na Europa situou-se nos 897 milhões de euros, correspondendo 587 milhões de euros à área de Engenharia e Construção e 310 milhões à área de Ambiente e Serviços.

África continua a ser o maior contribuinte

No que respeita o mercado Africano, este foi o maior contribuinte para o EBITA do Grupo e a região com maior carteira. Efetivamente, o volume de negócios cresceu 36%, para 433 milhões de euros, o que representa 42% do total do Grupo. O EBITDA na região aumentou 74%, para 103 milhões de euros, com margem de 23,8%. De referir ainda o crescimento significativo na atividade em Angola, Malawi e Moçambique. “O Grupo Mota-Engil irá, assim, continuar com a manutenção do estudo de novas oportunidades em outros mercados da região”, frisa-se no documento.
A América Latina, com um volume de negócios de 189 milhões de euros no primeiro semestre, viu a sua atividade aumentar mais de 48%, reforçando o seu contributo para o total do Grupo com 18% do volume de negócios. A carteira de encomendas na região atingiu um valor inédito e superior a 1.000 milhões de euros, suportado nos mercados do Peru e México e impulsionado com o início  de operações no Brasil e Colômbia. Desta forma, o EBITDA evolui de 15 milhões de euros para 17 milhões de euros. A empresa assinala, a propósito, que “o pipeline em diversas geografias da região e em novos segmentos de atividade perspetivam uma tendência de crescimento”.

Previsão de uma carteira acima de 3,5 mil milhões

Em termos gerais, o investimento consolidado do Grupo Mota-Engil atingiu 66 milhões de euros no primeiro semestre de 2013, direcionado maioritariamente para a expansão dos negócios nas regiões de África e América Latina, sendo apenas 27 milhões de euros destinados a investimentos de manutenção.
No que concerne a dívida do Grupo, esta situa-se nos 1.019 milhões de euros, motivada pelo investimento de entrada em novos mercados e pelo aumento da produção durante o segundo trimestre de projetos de construção de dimensão significativa em países africanos, esperando-se a sua redução no curto prazo.
No entanto, as operações recentes de emissão de obrigações a retalho, de 175 milhões de euros, e investidores institucionais, de 50 milhões de euros, “permitiram o reescalonamento significativo da maturidade da dívida, com mais de 70% a mais de um ano”.
O Grupo Mota-Engil, enquadrado pela performance obtida durante o 1º semestre, está convicto que será possível atingir os objetivos definidos para o ano em curso nomeadamente a manutenção dos níveis de crescimento do volume de negócios consolidado e uma carteira de encomendas acima de 3,5 mil milhões de euros, suportada na atividade internacional.

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