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Construção com perspetiva de crescimento de 3,6% até 2023

08 de Novembro de 2022 às 15:55:15

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Notícias

Apesar do impacto da pandemia e da mudança das prioridades globais de investimento, a indústria da construção continuou a crescer, ainda que a perspetiva de crescimento seja menor para os próximos dois anos, segundo o estudo Global Powers of Construction (GPoC) da Deloitte.

O estudo anual revela que, embora a Construção tenha sido considerada uma atividade essencial na maioria dos países no ano passado, o crescimento global deverá desacelerar de 6,1%, em 2021, para 3,6% em 2022 e 2023. 
As previsões económicas para a indústria abrandaram devido aos efeitos da pandemia e, mais recentemente, da guerra na Ucrânia, principalmente na Europa. Isto deve-se ao facto de, por um lado, a Rússia e a Ucrânia serem os principais fornecedores de aço na Europa e, por outro, de as interrupções no fornecimento de petróleo e gás estarem a ter um impacto significativo nos preços da energia. 
Da mesma forma, as economias fortemente interligadas com a Rússia deverão ser mais afetadas pela interrupção das trocas comerciais e das cadeias de abastecimento. “O setor da Construção conseguiu manter a sua atividade a bom ritmo na maioria dos países, apesar do atual cenário macroeconómico desafiante, apresentando, por isso, boas perspetivas futuras. No entanto, devido principalmente ao contexto de guerra na Ucrânia, a tendência para os próximos anos é de alguma desaceleração. Perspetiva-se que o Setor manterá a sua resiliência, devendo, no entanto, manter-se focado em enfrentar os impactos da falta de matérias-primas e do aumento generalizado dos preços e uma mudança para modelos mais sustentáveis”, refere Sofia Tenreiro, partner da Deloitte
A nível mundial, num momento em que a economia atravessa um período de grande incerteza, a dimensão do mercado da Construção foi avaliada em 7,28 biliões de dólares em 2021 e prevê-se que atinja 14,41 biliões de dólares até 2030. Nos próximos anos, espera-se que esta indústria tenha um crescimento acentuado, não só pelo aumento populacional nos países emergentes, mas também por fatores como o envelhecimento da população nos países desenvolvidos, uma maior urbanização e concentração nos grandes centros urbanos, a descarbonização da economia e a transformação digital, aponta o estudo anual da Deloitte. 

Receitas das maiores mundiais aumentaram 14.1% em 2021 

As 100 maiores empresas de construção do mundo geraram receitas superiores a 1,819 biliões de dólares durante o ano de 2021, o que representa um aumento de 14.1% em relação ao ano anterior. A Mota-Engil é a única representante portuguesa no Top 100 mundial, ocupando a 77ª posição, descendo uma posição face ao ano anterior. A empresa atingiu, no ano passado, vendas totais de 3.066 milhões de dólares e uma capitalização bolsista de 446 milhões de dólares. As maiores empresas, em termos de receita, estão localizadas na China (54.5%), Japão (10,4%), Estados Unidos (8.1%), França (6.9%) e Coreia do Sul (4.4%). A China tem duas empresas no Top 10 do ranking por capitalização de mercado e quatro no Top 10 do ranking por vendas internacionais. No Top 100 GPoC, 71 empresas registaram um aumento nas vendas e apenas 49 alcançaram aumentos de dois dígitos. Em contraste, 17 empresas registaram contrações de mais 10% em receitas. 
O Global Powers of Construction da Deloitte classifica anualmente as 100 maiores empresas globais de construção com base nas vendas e as 30 maiores empresas com base na capitalização do mercado. O relatório analisa também as perspetivas macroeconómicas do setor da Construção e as expectativas para os próximos anos. Para apuramento dos resultados é feita uma análise dos principais indicadores financeiros do desempenho dos principais intervenientes em termos de receitas, capitalização de mercado, presença internacional, diversificação, rentabilidade, endividamento, e outros rácios financeiros. Inclui também uma secção que analisa numerosas tendências que têm vindo a moldar a Construção nos últimos anos e espera-se que tenham um grande impacto no futuro próximo, tendo em conta as novas prioridades pós-pandemia. Para mais informações consulte o estudo na íntegra aqui.



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