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Politécnico de Setúbal, Mota-Engil e Grupo Casais juntam-se em defesa do futuro da Engenharia

30 de Novembro de 2021 às 14:56:04

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O Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) assinou um protocolo com as construtoras Mota-Engil e Grupo Casais, que estabelece o aprofundamento de ações de colaboração em domínios de interesse mútuo, nomeadamente a realização de estágios, estudos e investigação, projetos de inovação e bolsas de estudo.

O documento foi assinado no final de um debate sobre “O futuro da Engenharia Civil em Portugal”, que reuniu vários especialistas do setor na Escola Superior de Tecnologia do Barreiro (ESTBarreiro/IPS) e onde, justamente, foi destacada a urgência de uma intervenção concertada entre o ensino superior, as empresas e as associações profissionais para dignificação e reforço da atratividade da carreira de engenheiro civil junto dos mais jovens. 
Numa altura em que o Setor ressurge com novos investimentos previstos em grandes infraestruturas e o mercado se depara com a escassez de profissionais qualificados, “ganha maior importância esta permanente interação entre a academia, as empresas e os representantes profissionais para tentar encontrar soluções”, referiu o presidente do IPS, Pedro Dominguinhos, lembrando também que o novo paradigma do ensino superior impõe às escolas “a capacidade de encontrar outros contextos de aprendizagem fora da sala de aula”. 
Em resposta a este apelo, Miguel Boavida, administrador da Mota-Engil, Engenharia e Construção, declarou que “com todo o prazer acolheremos brevemente estudantes desta escola, seja em que formato for”, sublinhado “a importância de estabelecer mais cedo uma ligação próxima com os nossos futuros colaboradores, ter feedback sobre o que se passa nas escolas e como veem os jovens o seu futuro nas empresas”. 
Da parte do Grupo Casais, esta “união de forças” foi igualmente acolhida com “grande entusiasmo”.  Pedro Andrade, diretor coordenador internacional da construtora, reconheceu que “temos todos o mesmo objetivo, fortalecer a Engenharia Civil em Portugal, para podermos corresponder aos grandes desafios que temos pela frente, de uma forma mais robusta”. 
O debate, enquadrado no programa da Semana da Ciência e da Tecnologia do IPS, propôs-se discutir as tendências do Setor e os desafios atuais da profissão, bem como as competências necessárias para satisfazer as exigências do mercado de trabalho, no que toca à qualidade certificada e ao nível da manutenção e reabilitação, sustentabilidade ambiental, saúde, eficiência e reabilitação energética, entre outras. A crescente digitalização e desmaterialização do processo construtivo foi também outro dos desafios aflorados, sendo disso exemplo a Modelação de Informação de Edifícios (BIM - Building Information Modeling), que está a transformar a Engenharia Civil e o setor da Construção.
“São as novas gerações de estudantes que vão ter que dar respostas a estas novas exigências, mas o futuro da Engenharia Civil está garantido. Tudo à nossa volta tem a intervenção de um engenheiro civil”, observou Fernando Pinho, coordenador do Colégio Regional Sul de Engenharia Civil da Ordem dos Engenheiros, alertando para o facto de se tratar de “uma profissão de confiança pública e que, por isso, deve manter um grau de exigência muito elevado na formação”.  
Por seu turno, Cristiana Pereira, coordenadora da licenciatura em Engenharia Civil ministrada na ESTBarreiro/IPS, reconheceu tratar-se de “uma formação clássica, mas que está em mudança, o que é verdadeiramente desafiante. Temos que dotar os estudantes das competências fundamentais e tradicionais, mas também das mais emergentes, para que possamos formar técnicos capazes, mas também agentes de mudança nas empresas”, concluiu. 







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