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Repsol investe 657 milhões de euros em Sines e recebe incentivos fiscais de até 63 milhões

14 de Outubro de 2021 às 11:34:45

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Notícias

A Repsol assinou um contrato de investimento com o Governo que foi considerado como sendo de potencial interesse nacional (PIN), o que levou à contratualização de incentivos fiscais no valor de até 63 milhões de euros.

Com base neste contrato, a multinergética vai investir 657 milhões de euros para ampliar o seu Complexo Industrial de Sines, alinhando com os objetivos do Acordo de Paris e com a transição energética. 
Este investimento industrial, que é o maior dos últimos dez anos em Portugal e, segundo se afirma em comunicado, “permitirá melhorar a balança comercial do País”, contempla a construção de duas fábricas de polímeros, uma de polietileno linear (PEL) e outra de polipropileno (PP), cada uma com uma capacidade de 300.000 toneladas por ano, com produtos 100% recicláveis.
As tecnologias de ambas as fábricas, que têm conclusão prevista para 2025, garantem “a máxima eficiência energética, são líderes de mercado e as primeiras do seu género a serem instaladas na Península Ibérica. Contribuirão, ainda, para a integração e diversificação da área industrial da Repsol (…).” 
Na sua fase de construção, este projeto empregará uma média de 550 pessoas, atingindo um pico de mais de 1.000 postos de trabalho. Quando estiver operacional, o aumento líquido de postos de trabalho será de cerca de 75 empregos diretos e 300 indiretos, conclui-se no comunicado acima referido

E celebra acordo com EDP para implementar projetos de hidrogénio renovável na Península Ibérica

Também esta semana, a Repsol e a EDP Renovavéis estabeleceram uma parceria para avaliarem oportunidades de investimento em projetos de hidrogénio renovável em Portugal e Espanha. 
O memorando de entendimento que marca o início das conversações entre as duas partes para implementar projetos de energias renováveis na Península Ibérica foi assinado pelos CEO’s das duas empresas, Josu Jon Imaz e Miguel Stilwell d'Andrade, na Embaixada de Espanha, em Lisboa.
O acordo reconhece três potenciais projetos para posterior avaliação, sendo um em Portugal e dois em Espanha, nas Astúrias e País Basco. Em Portugal, o plano passa por explorar a produção de hidrogénio renovável em Sines, tirando partido da complementaridade entre as operações da Repsol no local, através do seu complexo industrial – como potencial utilizador de gás renovável –, e o papel da EDP enquanto fornecedor de energia.
Um dos dois projetos em Espanha, e liderado pela EDP, é o projeto Aboño, que tem como objetivo criar um "Vale do Hidrogénio" nas Astúrias. A Repsol lidera o projeto no País Basco, também com um eletrolisador de grande escala, como parte do projeto “Corredor Basco de Hidrogénio”.
A Repsol foi a primeira empresa do setor a comprometer-se com o objetivo de alcançar zero emissões líquidas até 2050, e o hidrogénio será uma alavanca fundamental para transformar os seus complexos industriais em centros multienergéticos. A multienergéticas pretende liderar a produção de hidrogénio renovável na Península Ibérica e desempenhar um papel de liderança na Europa com o objetivo de ter uma capacidade equivalente a 552 MW até 2025 e de 1,9 GW até 2030.
Por seu turno, para tornar-se uma empresa neutra em carbono e totalmente verde até 2030, a EDP tem vindo a investir em projetos de energia renovável (nomeadamente hidrogénio renovável) em várias regiões, dando assim um contributo para descarbonizar a indústria e acelerar o processo de transição energética. 
Esta não é a primeira vez que a EDP e a Repsol trabalham em conjunto. As duas empresas são parceiras no projeto Windfloat Atlantic - o primeiro parque eólico offshore flutuante da Europa continental, localizado ao largo da costa de Viana do Castelo, em Portugal. 
A multinacional ibérica detém uma participação de 13,6% neste projeto, liderado pela Ocean Winds, uma empresa conjunta criada pela EDPR e pela Engie. Projetos de produção de energia eólica, como os parques offshore de Inch Cape ou MORL, ambos no Reino Unido, também foram impulsionados pela parceria entre as duas empresas. 

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