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Ponte do metro sobre o Douro vai custar 50 milhões e euros

16 de Março de 2021 às 17:25:48

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O concurso público internacional de conceção de uma nova ponte sobre o rio Douro para circulação do metro do Porto foi lançado hoje numa cerimónia presidida pelo Primeiro-Ministro, onde se procedeu igualmente à consignação das empreitadas das Linhas Rosa e Amarela daquela rede de transporte.

A nova ponte, que deverá custar cerca de 50 milhões de euros, será de uso exclusivo do metropolitano, com vias para peões e bicicletas, ligando o Campo Alegre (entre a Faculdade de Letras e a Faculdade de Arquitetura), no Porto, à VL8 (junto ao Arrábida Shopping), em Vila Nova de Gaia. O projeto vencedor será conhecido no segundo semestre deste ano e o início das obras, depois de realizado concurso para a construção, deverá suceder nos primeiros meses de 2023.
Já o investimento global nos projetos das duas novas linhas ronda os 407 milhões de euros (dos quais 98,9 milhões de euros para o prolongamento da Linha Amarela e 189 milhões de euros para construção da Linha Rosa), incluindo expropriações, projetos, fiscalização, equipamento e sistemas de apoio à exploração, sendo o financiamento assegurado pelo Fundo Ambiental e por fundos europeus do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), geridos pelo Ministério do Ambiente e da Ação Climática. Ambas as linhas estão incluídas no PRR-Plano de Recuperação e Resiliência. No quadro do financiamento pelo PRR, a área metropolitana do Porto terá, segundo afirmou Pedro Matos Fernandes, Ministro do Ambiente e da Ação Climática, também presente na cerimónia acima referida, “uma nova linha para Gaia, da Casa da Música a Santo Ovídeo”, num valor estimado de “300 milhões de euros”.

Obras de extensão do metro do Porto arrancam “imediatamente”

A nova Linha Rosa será composta por quatro estações e cerca de três quilómetros de via, ligando S. Bento/Praça da Liberdade à Casa da Música, servindo o Hospital de Santo António, o Pavilhão Rosa Mota, o Centro Materno-Infantil e a Praça de Galiza. Esta linha é início de uma circular interna que fará a ligação com os restantes eixos da rede do Metro. 
A extensão em três quilómetros da Linha Amarela permitirá a ligação de Santo Ovídeo a Vila d’Este, reforçando a cobertura do metro em Vila Nova de Gaia. 
O projeto inclui três novas estações: Manuel Leão (junto à Escola Soares dos Reis e ao Centro de Produção da RTP), Hospital Santos Silva (o terceiro maior hospital da zona Norte) e Vila d’Este (zona residencial com cerca de 17 mil habitantes).
As obras das linhas Rosa e Amarela, a cargo do consórcio Ferrovial/ACA, por um valor global de 288 milhões de euros, iniciam-se imediatamente, prolongando-se até 2023. 
Atualmente, a rede do Metro do Porto tem 67 quilómetros distribuídos por seis linhas que servem sete concelhos através de 82 estações, movimentando anualmente mais de 71 milhões de clientes (valor de 2019, antes da pandemia).
As intervenções nas duas linhas darão origem, de acordo com os estudos de procura, à conquista de 10 milhões de clientes anuais, ficando todos os centros hospitalares da Área Metropolitana do Porto com oferta de transporte público metropolitano. 
Estas obras representarão menos dezassete mil carros nas ruas da Área Metropolitana do Porto e menos quatro mil toneladas de emissões poluentes por ano.


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