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Prémio Manuel António da Mota distingue trabalho de instituições em contexto Covid-19

16 de Novembro de 2020 às 16:59:31

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A edição de 2020 do Prémio atribuiu o primeiro lugar à Associação para o Desenvolvimento do Centro Académico de Investigação e Formação Biomédica do Algarve, e o segundo e terceiros prémios à Associação Tempos Brilhantes, de Penela, e à Associação de Socorros Mútuos Mutualista Covilhanense, da Covilhã, respetivamente.

A Associação para o Desenvolvimento do Centro Académico de Investigação e Formação Biomédica do Algarve, AD-ABC, é a vencedora da edição 2020 do Prémio Manuel da Mota, dedicado ao tema “Portugal vence a COVID-19”, que teve como objetivo distinguir projetos inovadores de combate à crise epidémica e às suas consequências junto da população, nas áreas da pobreza e exclusão social, saúde, educação, emprego, inovação e empreendedorismo social, inclusão digital e tecnológica e apoio à família.
A Associação, que é constituída pelo Centro Hospitalar Universitário do Algarve, Faculdade de Medicina da Universidade do Algarve e Centro de Investigação em Biomedicina da Universidade do Algarve, foi distinguida com o primeiro prémio no valor de 50 mil euros pelo desenvolvimento do projeto “ABC-COVID”. Este projeto, com impacto na população do Algarve, Baixo Alentejo e Alentejo Litoral, integrou várias iniciativas para mitigar a propagação da COVID-19 no País, como a produção de álcool gel, de meio de transporte viral, de zaragatoas e de kits de diagnóstico para todo o país; a criação de um laboratório para a realização de testes diagnósticos e de um sistema de colheita de amostras (Drive Trough ou deslocação de equipa); a criação de uma plataforma de informação para os profissionais de saúde (ICAM); a investigação com base nos testes de rastreio serológico, entre outras. 
A Associação Tempos Brilhantes, de Penela, foi premiada com o segundo lugar, no valor de 25 mil euros, pelo desenvolvimento do projeto “Escola ON”, que criou uma solução digital que integra outras ferramentas tecnológicas para apoiar as escolas e todos os elementos da comunidade educativa, respeitando a autonomia pedagógica de cada. 
A Associação de Socorros Mútuos Mutualista Covilhanense, da Covilhã, foi premiada com o terceiro lugar, no valor de 10 mil euros, pelo projeto “Vida+ em Meio Rural”. Dirigido à população idosa das freguesias rurais do concelho da Covilhã, a iniciativa tem como objetivos a promoção da saúde, da qualidade de vida e do bem-estar dos idosos, através da prestação de serviços domiciliários integrados (nas áreas da enfermagem, médica, animação, acompanhamento psicossocial e farmacêutico), de modo a mitigar os efeitos da pandemia e a promover a qualidade de vida em casa, potenciando um envelhecimento mais autónomo e saudável, agregando a inovação tecnológica, e a realidade virtual  aos serviços domiciliários. 
Sobre a edição especial de 2020 do Prémio Manuel António da Mota, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou: “Este ano, enfrentamos duas crises. (…) A crise pandémica e a crise económica e social. Quanto mais longa for a pandemia, mais grave e profunda será a crise económica e social. E este desafio não tem afetado os portugueses da mesma maneira. Quem mais sofre, é quem menos tem. São os mais pobres, são os mais explorados, os mais dependentes. São os mais carenciados. São os mais excluídos. Olhando para os premiados deste ano, vemos, em comum, a ideia de distinguir instituições cujo trabalho ajudou, continua a ajudar a esbater as desigualdades”.
Para Rui Pedroto, Presidente da Comissão Executiva da Fundação Manuel António da Mota: “O 11º Prémio Manuel António da Mota foi uma edição especial, marcada pela crise epidémica que atingiu o país. Ameaçando a saúde e a vida, seguramente o nosso bem mais precioso, a COVID-19 provocou consequências de vulto em múltiplos aspetos da nossa existência pessoal, social e económica. No mundo do trabalho, nas escolas, nas atividades culturais, desportivas e de lazer, tudo mudou, obrigando a um esforço de adaptação à nova realidade. As medidas de confinamento e distanciamento social alteraram a vida de muitas pessoas e famílias, privando-as do convívio com os que lhes são mais queridos, desafiando a sua capacidade de resistência, perturbando o seu bem-estar emocional e psicológico. O abrandamento muito significativo da atividade económica fez crescer o desemprego e a pobreza, agravando a situação de fragilidade dos mais vulneráveis. No lento regresso à normalidade possível, nunca como agora, se revelou tão importante preservar a unidade e coesão nacionais para vencer a crise epidémica, relançar o crescimento económico, defender o estado social, e restaurar a esperança no futuro. Estado, empresas, economia social, cidadãos e sociedade civil organizada devem dar resposta a este grande desafio coletivo que marcará a vida de Portugal nos próximos anos. Na sua 11ª edição, o Prémio Manuel António da Mota, sob o lema “Portugal vence a Covid-19”, pretendeu reconhecer as instituições que se destacaram no combate a esta crise epidémica sem precedentes da sociedade atual”.
Com prémios no valor total de 120 mil euros, o Prémio Manuel António da Mota atribuiu ainda sete menções honrosas, no valor unitário de cinco mil euros cada, à Associação de Recolha de Excedentes Alimentares (AREA), à Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP), ao Centro Social 6 de maio, Crescer na Maior – Associação de Intervenção Comunitária (projeto “É uma casa”), à Pista Mágica – Associação, Santa Casa da Misericórdia de Ovar e à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

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