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Gonçalo Byrne, candidato à presidência da Ordem dos Arquitetos, apela ao voto para mudar o panorama atual

15 de Junho de 2020 às 16:52:37

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Os arquitetos vão a votos no dia 26 de junho, para escolherem os seus representantes durante os próximos três anos, um período que se avizinha difícil, ou, pelo menos, de grandes incógnitas, face a uma pandemia que virou o mundo ao contrário.

Entre os candidatos à presidência do Conselho Diretivo Nacional da Ordem dos Arquitetos está o conceituado e multipremiado, a nível nacional e internacional, arquiteto Gonçalo Byrne, que, com uma carreira de mais de 40 anos, decidiu abraçar o desafio de salvaguardar o direito à Arquitetura e promover a valorização profissional da classe em Portugal.
As últimas eleições da OA, em 2017, tiveram a maior participação de sempre, mas, ainda assim, a taxa de abstenção alcançou os 70%, revelando o pouco envolvimento da classe com a instituição que a representa. Esta será, pois, a primeira luta, e eventual vitória, da lista liderada pelo autor de projetos como o Museu do Dinheiro, Prémio Valmor de 2014, a Pousada de Cascais, o Complexo Imobiliário Estoril-Sol, a reconversão do Palácio de Estoi em Pousada e do quarteirão da Império no Chiado, a Marina de Lagos e o Instituto Superior de Economia e Gestão, entre muito outros. A Lista C sublinha que “é preciso alterar essa condição e aumentar a representatividade” e apela ao voto e à participação nestas eleições.

Os problemas

Num país que, segundo o ACE (Architects Council of Europe), tem ao segundo maior número de arquitetos per capita na União Europeia (UE), com vencimentos médios pouco superiores a um terço do verificado na média dos países da EU, Gonçalo Byrne reconhece “o problema” e diz-se disposto a “mudar o cenário atual”. Por isso, candidata-se à presidência do Conselho Diretivo Nacional, mas destaca que: “Isto só lá vai com todos. Todos os votos, todas as vozes e todos os arquitetos. Vivemos numa situação de profunda desvalorização da Arquitetura e do papel do Arquiteto. Precisamos de mais representatividade para mudar esta condição. Acredito que só conseguiremos valorizar a profissão se estivermos todos unidos: os ateliers, as autarquias, a administração pública, os docentes, os construtores, os diretores de fiscalização, os curadores, etc., e a sociedade em geral. Espero, sinceramente, que consigamos unir todos os arquitetos e reinventar o atual modelo da Ordem para que todos nos sintamos parte integrante desta instituição”, sublinha em comunicado.

As preocupações

Uma das preocupações centrais da Lista C prende-se com a desvalorização da Arquitetura e do papel dos arquitetos e a precariedade no setor.
“Queremos evidenciar o valor acrescido pela nossa profissão e defender uma prática profissional com direitos e garantias para os arquitetos. Isso deve refletir-se numa justa contratação dos serviços dos arquitetos, seja pública ou privada. É preciso defender políticas públicas de encomenda, de acesso amplo e equitativo, e é preciso fazê-lo articulando estratégias, em parceria com engenheiros, paisagistas, etc., para a justa remuneração dos projetistas. É importante reconhecer a diversidade da prática profissional da arquitetura, intensificar o diálogo entre arquitetos e com os outros profissionais das áreas de projeto, mas também com o Governo, com a Administração Pública e em todos os locais de decisão das matérias que dizem respeito à Arquitetura e ao Ambiente. Os arquitetos precisam de uma Ordem com voz presente e influente na sociedade,” acrescenta Gonçalo Byrne.

As oportunidades

O tema da Sustentabilidade é outro dos focos da candidatura da Lista C, que se propõe criar um Colégio do Ambiente, área particular cuja importância social e económica justifica a criação de uma estrutura dentro da Ordem, para o seu estudo, formação e divulgação.
Segundo Gonçalo Byrne, “é uma janela de oportunidade para a reafirmação da arquitetura e dos arquitetos. O tema das alterações climáticas, da proteção do ambiente e da sustentabilidade da construção é inultrapassável. A arquitetura tem um papel incontornável: a pegada ecológica, o aumento do ciclo de vida dos edifícios e cidades mais abertas e inclusivas. Propomos promover o Congresso da OA sobre a temática do Ambiente e das Alterações Climáticas, um espaço para debater e desenvolver novas perspetivas sobre os contributos da Arquitetura e, a partir daí, estabelecer pontes com a sociedade e assumir o nosso papel central neste debate.”

Os candidatos

Para reforçar a mensagem de que a mudança se faz com a união de todos, a lista representada por Gonçalo Byrne, além da candidatura aos órgãos nacionais da OA, apresenta ainda uma lista conjunta para as sete secções regionais de todo o País, para que, através de uma linha de pensamento integrado, cada região possa decidir de forma autónoma quais as melhores estratégias a adotar.
Ao lado de Gonçalo Byrne está Paula Santos, candidata a vice-presidente do Conselho Diretivo Nacional, Conceição Melo, candidata ao Conselho Diretivo Regional do Norte, Carlos Figueiredo, candidato ao Conselho Diretivo Regional do Centro, Helena Botelho, candidata ao Conselho Diretivo Regional de Lisboa e Vale do Tejo, Pedro Guilherme, candidato ao Conselho Diretivo Regional do Alentejo, Ricardo Camacho, candidato ao Conselho Diretivo Regional do Algarve, Nuno Costa, candidato ao Conselho Diretivo Regional dos Açores e Pedro Ribeiro, candidato ao Conselho Diretivo Regional da Madeira.
As eleições, que serão realizadas com recurso a voto eletrónico, por correspondência e presencialmente, tiveram início no próximo dia 17 de junho e decorrem até 26 de junho.
Existem atualmente em Portugal mais de 26 mil profissionais inscritos na Ordem dos Arquitetos.

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