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Construção apresenta plano de ação para resposta à Covid-19

01 de Abril de 2020 às 11:51:33

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As Associações patronais da Construção apresentaram ao Governo um plano de ação com medidas específicas para o Setor, que visa manter sob controlo o perigo de contágio da Covid-19 entre os seus trabalhadores e, assim, permitir a continuidade do exercício da atividade em condições de segurança e produtividade.

A implementação deste plano permitiria às empresas, de construção e também às que são suas fornecedoras, permanecerem em funcionamento e estarem preparadas para auxiliar a retoma económica na fase pós pandemia, bem como evitar custos imediatos e futuros para o erário público, designadamente através do sistema de proteção social. Para tanto, pretendem aceder ao fundo de emergência para implementarem uma rede análises e uma plataforma digital, que permitam a manutenção segura da atividade.
O plano, a que a AECOPS e a AICCOPN chamaram “Criar Resiliência na Indústria da Construção - Um projeto para a continuidade no âmbito da Covid-19”, foi apresentado na semana passada ao Primeiro-Ministro, António Costa, e contempla medidas prioritárias, como, por exemplo e entre outras, a criação de uma rede de análise e atribuição de certificado de teste negativo à Covid-19, e a instituição de um sistema de gestão de controlo de acesso e permanência dos trabalhadores na obra. O plano de ação em si consiste: na criação de postos de colheita/análise drive-thru de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2, causador da Covid-19; na “certificação” do trabalhador que não tem infeção; e na “certificação” da empresa pela gestão sanitária e de saúde dos seus trabalhadores.
Com efeito, a Construção é um dos setores que pode funcionar durante o estado de emergência, desde que sejam respeitadas as orientações e recomendações de caráter geral definidas Governo e pela Direção-Geral de Saúde (DGS).Para isso, há que garantir que o trabalho do Setor se realiza num ambiente seguro, onde se tomem medidas para controlar o risco de contágio, sejam medidas de caráter geral, sejam medidas que atendem às especificidades do Setor.
Sendo certo que esta situação não é passageira, porque irá durar para além da atual fase de pandemia, em que será preciso aprender a operar num novo formato, é necessário “um formato fiável de dados e informação, que eliminem incerteza e medo, e a manutenção de ações de prevenção visíveis e objetivas”.
E é assim que, com vista a dar continuidade ao exercício da atividade da Construção, garantindo que estão em segurança trabalhadores, empresas e sociedade em geral, as Associações signatárias do documento pedem ao Governo “acesso ao fundo de emergência já constituído, para implementar uma rede análises e uma plataforma digital, que permitam a manutenção segura da atividade”, no contexto atual e no futuro próximo, e a preservação da vida dos seu principal ativo, “que são os (…) trabalhadores, conseguindo assim evitar perdas avultadas no quadro das pessoas, empresas e evitar sobrecargas financeiras elevadas para o Estado.”
A AECOPS e a AICCOPN consideram esta iniciativa prioritária porque “aumenta o controlo da disseminação do vírus, evita o aumento da imposição de quarentena e paragens das obras, diminui o estado de medo e ansiedade entre os trabalhadores, reduz a falta de produtividade e aumenta a resiliência das empresas”. Logo, restringe perdas cumulativas que levariam “irremediavelmente ao despedimento”.
As signatárias do documento em análise, consideram que este “aumento da resiliência operacional de toda a cadeia de valor, evitando suspensões de atividade (…), prepara as empresas para responder a uma retoma da economia”, e para a qual, estão convictas, “o Setor poderá desempenhar um papel fundamental”.
“A única forma de agir dentro do nosso Setor passa por uma intervenção acima das empresas para conseguir criar uma “Comunidade” de trabalhadores segura e informada”, concluem a AECOPS e a AICCOPN, que pretendem manter “uma linha de comunicação aberta [e contínua] com o Governo”, para troca de informação real sobre a situação do Setor.


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