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Setor aguarda medidas que impeçam "um desastre absoluto"

25 de Março de 2020 às 11:49:38

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Notícias

A CPCI – Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário alerta para os impactos do atual surto pandémico da Covid-19 nas empresas dos setores de atividade que representa.

Em comunicado, o órgão de cúpula da fileira da Construção e do Imobiliário refere que, “apesar de ainda não ser possível apurar a real dimensão desta situação extraordinariamente séria e grave, as consequências imediatas sobre a generalidade das empresas são já muito significativas” e defende que “este é momento de agir, assegurando mecanismos efetivos e orientados para este tecido empresarial”.
Entre as medidas preconizadas pela CPCI e por ela consideradas “prementes e indiscutíveis” estão: a suspensão, até ao final do ano, do pagamento de impostos, incluindo o IMI e o AIMI; apoiar financeiramente os encargos com o pessoal; o pagamento imediato a todos os fornecedores do estado; e a criação de uma linha de crédito específica para a Construção e Imobiliário, com uma taxa de juros máxima de 1%, recorrendo-se para tal aos instrumentos financeiros europeus.
“A gestão das empresas e dos seus trabalhadores não pode continuar a ser uma sucessão de decisões caso a caso, de resolução de problemas ad hoc, sem mecanismos efetivos de apoio imediato, e as empresas do Setor não podem ficar por sua conta e risco, sem uma resposta efetiva por parte do Governo”, afirma a Confederação, salientando que Portugal tem que acompanhar a estratégia adotada por outros governos europeus, que estão a anunciar fortes medidas para o setor da Construção e do Imobiliário.
“(…) não é tempo de regatear meios, mas sim de envidar os esforços para que (…) se possa rapidamente reconstruir o nosso País e captar investimento”, destaca-se no referido comunicado.
A Confederação termina dizendo que já alertou o Governo para os efeitos desta “crise sem precedentes”, que poderá conduzir a um desastre absoluto para esta fileira e para o País, e que o setor da Construção e do Imobiliário, sendo um importante motor da economia e do investimento, pela capacidade que tem de, rapidamente, promover a retoma da atividade económica, deve ser salvaguardado.

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