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Construção prossegue crescimento sustentado no exterior

26 de Fevereiro de 2020 às 15:22:49

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Notícias

As empresas de construção portuguesas obtiveram em 2018 no mercado internacional uma faturação em redor dos 5.280 milhões de euros, o que traduz um crescimento de 4% face ao ano anterior, 2,65% do PIB e 6% das exportações nacionais.

São valores que refletem um desenvolvimento sustentado da performance do setor da Construção nacional no Mundo, cujo crescimento médio em termos anuais, desde 2006, é de 9%, e que são revelados no nº 9 dos “Cadernos da Internacionalização”, a publicação que analisa e retrata a presença internacional da Construção portuguesa.
O novo exemplar da série é composto por um capítulo sobre “Os números da Internacionalização em 2018”, onde podem ser encontrados os resultados da atividade das empresas de construção nacionais no estrangeiro em 2018, tendo em conta o respetivo volume de negócios e de novos contratos por mercados, bem como as perspetivas de evolução de cada um destes indicadores.
Neste capítulo retiram-se como principais conclusões: 
- o México foi o mercado onde se obteve o maior volume de negócios internacional (valor superior em 33 milhões de euros ao conseguido em Angola), uma alteração histórica no contexto da atividade internacional da Construção portuguesa;
- os palcos privilegiados de atuação das construtoras portuguesas continuaram a ser África, com Angola à cabeça, e América do Sul, com o México em grande destaque, sendo que aquele primeiro continente perdeu importância a favor do segundo. A Europa surge em 3º lugar, com a Polónia como principal país de atuação;
- carteira de encomendas no exterior com quebra de 2%, para os 5,3 mil milhões de euros, embora a taxa de média anual de crescimento, de 2006 a 2018, seja de 5%;
- a maior parte dos novos contratos foi assinada em África (3.611 milhões de euros / 64% do total), seguindo-se a América Central e do Sul (1,0 mil milhões de euros / 1/5 de todas as obras contratadas no mercado internacional);
- na Europa, a carteira de encomendas somou 620 milhões de euros, mais 36% do que em 2017, com uma forte contribuição da Irlanda, onde se celebraram contratos no valor de 253 milhões de euros;
- as perspetivas para 2019 são mais favoráveis para os mercados da América Central do Sul e da Europa, enquanto a atividade deverá abrandar em África, atendendo à queda dos novos contratos ali celebrados. 
No capítulo “Visão  Global do Setor da Construção no Mundo” parte-se de duas grandes linhas - “Contexto Geral” e “A Internacionalização das 30 Maiores Construtoras Mundiais” -, para depois dissecar, dentro de cada uma delas, o volume de faturação, primeiro, global e, depois, por grupos de empresas cimeiras no ranking mundial, e ainda “A Internacionalização do Mercado Europeu da Construção”. 
De tal exame salientam-se, entre outras conclusões, o facto de as construtoras de bandeira chinesa estarem, cada vez mais, no topo das que mais volume de negócios realizam,  e o facto de serem, no entanto, as empresas europeias as que mais se internacionalizam.
Por último, a análise intitulada “Grandes Projetos de Infraestruturas em África em 2018” revela diversos aspetos associados às maiores obras do género levadas a cabo no continente africano durante o ano passado, designadamente valor, número, setor, localização, financiamento/promoção e construção, assim como a respetiva evolução face ao ano anterior, evidenciando o papel das construtoras portuguesas.

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