01 / Outubro / 2020

Quinta

Diretor: José Tomaz Gomes | Editor: AECOPS

Notícias ver todas os artigos desta secção

JLL destaca mais um ano excecional para o setor Imobiliário português

07 de Janeiro de 2020 às 14:12:47

tamanho da letra:

Notícias

A JLL divulgou os resultados preliminares da atividade no mercado imobiliário português em 2019, salientando mais um “ano excecional” para o Setor.

Segundo a consultora imobiliária, 21% do investimento imobiliário da década foi concretizado em 2019, sendo apenas superado pelo ano recorde de 2018, com um peso de 25%. Por outro lado, a JLL contabiliza 2,8 mil milhões de euros transacionados em 2019 e revela que o ano sustentou os elevados níveis de atividade atingidos no ano passado em todos os segmentos do imobiliário.
Em 2019 foram investidos 2,8 mil milhões de euros em imobiliário comercial (escritórios, retalho, industrial & logística e hotelaria, bem como os segmentos alternativos (não residenciais) como ativos de saúde, desporto ou ensino), um volume que representa 21% de todo o capital transacionado ao longo desta última década, contabilizado em 13,6 mil milhões. Este peso é apenas superado pelos 25% registados em 2018, equivalentes a um investimento de 3,3 mil milhões de euros. O mesmo se verifica na ocupação de escritórios, onde se deverão ter atingido 187.500 m2 de absorção, ou seja, 14% dos 1,35 milhões de m2 ocupados entre 2010 e 2019. Em 2018, a atividade neste mercado ascendeu a 206.428 m2, 15% da década. 
Na habitação, a JLL antecipa cerca de 178.000 casas transacionadas no País e aproximadamente 24 mil milhões de euros em vendas, representando sensivelmente 15% dos 1,21 milhões de casas vendidas na década e 16% dos 147,4 mil milhões de euros transacionados. São resultados que nivelam com as 178.691 casas vendidas em 2018, no valor de 24 mil milhões de euros, ou seja, 15% e 16%, respetivamente, do valor contabilizado entre 2010 e 2019. No balanço de 2019, a JLL sublinha também a consolidação da atividade ocupacional no comércio de rua, além da emergência dos setores alternativos, bem como o incremento da promoção imobiliária com foco nos projetos de grande dimensão e na construção de raiz. 

Uma década de extremos

Pedro Lancastre, diretor geral da JLL Portugal, começa por notar que “o balanço de 2019 não pode ser mais positivo, pois foi um ano que não só sustentou os patamares históricos alcançados em 2018, como o fez num contexto de constrangimento da oferta. Além disso, o ano dá já sinais da tendência de diversificação para os setores mais alternativos e para os novos modelos de imobiliário. Esta diversificação, a par de uma forte retoma da promoção imobiliária que deu já passos bem significativos em 2019, vão ser duas das principais vias para a expansão do mercado nos próximos anos”.
O mesmo responsável acrescenta ainda que “isto é algo excecional, tendo em conta que esta foi uma das décadas mais contrastantes e desafiantes da nossa história. Na primeira metade da década, o mercado imobiliário teve uma queda vertiginosa, mas recuperou de tal forma que chegou a 2018 a quebrar recordes históricos e conseguiu, em 2019, manter esses patamares. A dinâmica do mercado imobiliário nesta reta final da década tem sido de tal forma intensa, que quase metade (46%) de todo o investimento imobiliário e um terço (29%) da área de escritórios ocupada nestes 10 anos se concentram apenas em 2018 e 2019. E na habitação, se as projeções se confirmarem, também um terço das casas vendidas no País ao longo da década terá sido transacionado apenas nestes dois últimos anos, quer em número (30%) quer em valor (33%)”.
“Este é um feito especialmente notável, que reflete a grande qualidade e a sólida posição internacional de um mercado que atinge a maturidade no melhor período da sua história, mas que o faz de forma consistente e sustentada”, considera o diretor geral da JLL. 

Expetativas para 2020

Em relação ao corrente ano, Pedro Lancastre diz que “conseguir voltar a ter um “ano da terra”, com investimentos fora do centro prime, em projetos de raiz e direcionados para as famílias portuguesas, vai ser o grande desafio do mercado e a grande tendência a marcar o ano. As expetativas são excelentes, aguardando-se o início da construção de grandes projetos como o da Feira Popular ou o da Pedreira do Alvito”. 
“A par disso, temos muitas novidades a animar o mercado, como o despertar da “CoRevolution”: o CoLiving e o CoWorking, bem como o Student e o Senior Housing, que estão aí e vão crescer, abrindo novas possibilidades para quem está no mercado imobiliário e para quem usa os imóveis. Também as novas SIGI prometem mexer com a indústria este ano, pois podem ter um efeito propulsor ainda maior para o setor. E podem ter um contributo determinante para o arranque de um mercado de arrendamento residencial com escala, um verdadeiro mercado de arrendamento, como acontece em todos os outros setores não residenciais. Os promotores estão interessados neste mercado e há procura! Há, contudo, que garantir estabilidade e a incerteza do novo pacote jurídico e fiscal do imobiliário é uma questão para o mercado lidar em 2020. As mudanças são constantes e isso dificulta bastante o investimento, seja a curto, médio ou longo-prazo”, defende Pedro Lancastre. 
“Mas mesmo assim, as expetativas para o novo ano não podiam ser melhores. O nosso imobiliário vai continuar no epicentro do mundo, com as grandes multinacionais a chegarem e à procura de espaços, com as startups tecnológicas também a chegarem, com mais turismo, mais estudantes, um retalho com experiências diferentes e inovadoras, novos conceitos na habitação e no trabalho. Tudo isto acontece em Lisboa e também no Porto, que até há poucos anos eram cidades do “passado”, mas que estão já firmes no futuro e no roteiro global de quem compra e usa imóveis. Por tudo isto, é com muita confiança e ânimo que entramos numa nova década!”, conclui. 

Comentar

Iniciar Sessão

Nome de Utilizador

Palavra-chave

Se não tem conta,

Registe-se aquiEsqueceu-se da palavra-chave?

Comentar este artigo

Título

Texto

Os comentários deste site são publicados após aprovação, pelo pedimos que respeitem os nossos Termos de Utilização.
O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.
Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.