23 / Setembro / 2019

Segunda

Diretor: José Tomaz Gomes | Editor: AECOPS

Notícias ver todas os artigos desta secção

Projetos residenciais em carteira abrandam crescimento no 2º trimestre

28 de Agosto de 2019 às 10:40:58

tamanho da letra:

Notícias

O volume de obras de habitação (em área) que entrou em licenciamento em Portugal (Continental) no 2º trimestre de 2019 aumentou 11% face ao mesmo período do ano anterior, avança a Confidencial Imobiliário (Ci) no âmbito do Índice de Pipeline Imobiliário (IPI).

Trata-se, diz a Ci, do “registo mais baixo desde início de 2015, momento a partir do qual o pipeline residencial tem observado um ciclo de forte crescimento, com aumentos homólogos quase sempre entre os 30% e os 50%, e que veio inverter o período de praticamente congelamento do lançamento de novos projetos residenciais sentido entre 2011 (ano base do índice) e 2014”. Não obstante, desde o final de 2014, quando esta atividade atingiu o seu ponto mais baixo, o pipeline residencial no país já cresceu 400%. 
“O aumento da oferta responde, de forma direta, à valorização do mercado. E, estando o mercado já a antecipar um novo período de alguma estabilização no crescimento dos preços, é expectável que vamos assistindo a uma perda de ritmo no lançamento de novos projetos residenciais. Além disso, não podemos esquecer-nos que o ponto de partida para estes crescimentos prévios de 30% a 50% era bastante baixo e que nos dois últimos anos tem havido um forte aumento do investimento em promoção imobiliária residencial. Contabilizamos perto de 93 mil novos fogos em licenciamento desde 2017 e, com uma base crescente, o rácio de crescimento tende a suavizar”, comenta Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário. 

AML perde dinâmica e AMP acelera fortemente, mostra Índice de Pipeline Imobiliário

A Área Metropolitana de Lisboa (AML) parece ser a primeira a reagir a esta tendência, observando uma queda de 4% no lançamento de novos projetos de habitação no 2º trimestre de 2019 (em termos homólogos), culminando, assim, o ciclo de desaceleração que se faz sentir desde meados de 2018.  Já na Área Metropolitana do Porto (AMP), o pipeline residencial aumentou 56% no mesmo período, o crescimento mais forte dos últimos anos. Acontece, contudo, que enquanto na AML as taxas de variação homólogas se têm situado predominantemente acima dos 65% desde 2017, no Porto não tinham até ido muito além dos 45%.
Refira-se que o IPI mede a evolução do volume de novos projetos de promoção imobiliária residencial em carteira. Este Índice acompanha o mercado através do número de metros quadrados dos projetos que são alvo de emissão de pré-certificado energético por parte da ADENE, constituindo-se como um indicador avançado da evolução futura da promoção imobiliária e atividade de construção no segmento residencial.






Comentar

Iniciar Sessão

Nome de Utilizador

Palavra-chave

Se não tem conta,

Registe-se aquiEsqueceu-se da palavra-chave?

Comentar este artigo

Título

Texto

Os comentários deste site são publicados após aprovação, pelo pedimos que respeitem os nossos Termos de Utilização.
O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.
Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.