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Investimento estrangeiro em habitação na ARU de Lisboa dispara para 676 milhões de euros

03 de Abril de 2019 às 15:24:24

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Notícias

Em 2018, os estrangeiros adquiriram 1.592 imóveis residenciais na Área de Reabilitação Urbana (ARU) de Lisboa, num investimento total de 675,6 milhões de euros, apurou a Confidencial Imobiliário (Ci).

Estes dados representam um aumento de 80% em volume (375 milhões de euros em 2017) e de 67% em número de imóveis (955 imóveis em 2017). Os dados incidem sobre a aquisição de imóveis residenciais por particulares.
Tal dinâmica resultou no aumento da quota do investimento estrangeiro, que representa 28% do total de 2,39 mil milhões de euros investidos em habitação na ARU de Lisboa em 2018 (em 2017, essa quota era de 21% face a um volume de 1,79 mil milhões de euros).
Os compradores estrangeiros investiram, em média, 424,5 mil euros por operação (+8% do que os 393,5 mil euros de 2017), cerca de 38% mais do que investiram os compradores nacionais no mesmo período (306,7 mil euros).
Em termos de nacionalidades, contabilizam-se compradores oriundos de 80 países diferentes (54 em 2107), um leque que abrange origens literalmente de todas as partes do globo, incluindo África, Ásia, América do Sul e América do Norte, Oceânia, Europa Ocidental, Central, de Leste e Mediterrânea, e ainda Médio Oriente. Ainda assim, cinco países continuam a concentrar mais de metade do investimento internacional em habitação na ARU (55%). A França (18%), China (14%), Brasil (8%), Reino Unido e EUA, ambos com pesos de 7%, são os países com maior quota no investimento estrangeiro.
As freguesias de Santo António e Santa Maria Maior são as mais procuradas pelos estrangeiros, concentrando 16% e 15%, respetivamente, do investimento internacional em habitação em 2018. As outras freguesias com maior procura internacional são Arroios, Misericórdia e Estrela, com quotas de 13%, 12% e 11%, respetivamente. O grande destaque no impulso do investimento estrangeiro vai, contudo, para Alcântara, Alvalade, Beato e Campolide, que, não obstante manterem quotas reduzidas do total do investimento internacional (inferiores a 3%), captaram três vezes mais capital estrangeiro do que em 2017. 

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