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Escritórios têm a maior taxa de ocupação da última década

15 de Janeiro de 2019 às 15:54:35

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A ocupação de escritórios registou a maior taxa dos últimos 10 anos, diz a consultora imobiliária Worx, segundo quem “o volume total de take up foi de aproximadamente 200 000 m2 em 2018, o que representa um aumento de 20% comparativamente a 2017”.

A zona que apresentou uma maior dinâmica foi a zona 6 (Eixo A5 até Porto Salvo e Alfragide) com cerca de 56 000 m2 colocados. Esta zona representou 27,6% do volume total do take up.
O departamento de Research da Worx concluiu que a taxa de desocupação manteve a sua trajetória descendente ao longo do ano, situando-se no final de 2018 nos 8%, valor mais baixo desde o terceiro trimestre do ano 2009. O nível de procura dinâmico no mercado de escritórios de Lisboa é o espelho da escassez de entrada de oferta nova.
A zona 5 (Parque das Nações) é, atualmente, a zona com a taxa de desocupação mais baixa, a situar-se nos cerca de 2,4%.
“A promoção de oferta de escritórios constitui uma oportunidade de investimento muito interessante para os players nacionais e internacionais, numa altura em que a necessidade urgente de entrada de oferta nova permite antever uma das tendências de desenvolvimento este ano”, acrescenta aquela consultora, em comunicado.
Ao longo de 2018, a vacancy rate manteve-se sob pressão, na casa dos 8%, não se prevendo uma subida desta, perante um cenário de oferta nova muito escassa em desequilíbrio com os níveis de procura que o mercado tem registado. A prime rent fechou o ano nos 21€/m2/mês, de acordo com a divulgação da Worx.
Retomando o highlight principal, a taxa de ocupação tem vindo a aumentar e 2018 manteve a trajetória. Pedro Salema Garção, Head of Agency da Worx, salienta que “2019 é o ano da grande oportunidade para escoar os escritórios usados, já que não haverá oferta de novos escritórios. Por outro lado, caso existisse oferta, o nível de ocupação seria elevado”. O mesmo responsável firma que “o mercado encontrar-se-á saturado até à entrada de novos edifícios de escritórios nos anos de 2021 e 2022, com destaque para a zona 5 e 6, e o dinamismo que atrairá por essa altura”. Pedro Salema Garção conclui que, “2019 será o ano de arranque para novos projetos a entrar no mercado, com conclusão prevista para 2021-2023”.

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