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Operação Integrada de Entrecampos entra em consulta pública

17 de Maio de 2018 às 17:14:40

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Notícias

A Câmara Municipal de Lisboa aprovou as orientações estratégicas para a Operação Integrada de Entrecampos, o início do procedimento de delimitação da Unidade de Execução de Entrecampos e a abertura dos respetivos períodos de discussão pública entre o próximo dia 28 de maio e o dia 26 de junho.

A aprovação acontece um dia depois da apresentação no local do projeto pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, acompanhado pelo  vereador do Urbanismo, Manuel Salgado.
A área dos terrenos da antiga Feira Popular de Lisboa e sua envolvente vão ser alvo de uma das maiores operações urbanísticas das últimas décadas em Lisboa. A medida faz parte da Operação Integrada de Entrecampos, apresentada ontem no local, pelo presidente da autarquia lisboeta.
“Uma das maiores operações urbanísticas que Lisboa conheceu nas últimas décadas”, desde a Expo 98, referiu na ocasião Fernando Medina, explicando que o objetivo “é resolver vários problemas urbanos que a zona central de Entrecampos tem, ao mesmo tempo que serão disponibilizadas cerca de 700 casas de renda acessível para as classes médias, além do aumento da oferta de escritórios, mais espaço público de qualidade e mais espaços verdes, e mais equipamentos sociais”.
A intervenção, numa área de cerca de 25 hectares, vai transformar as “dificuldades de hoje” numa “oportunidade para a cidade resolver os seus problemas”, disse o autarca. Citado numa nota disponibilizada no site da CML, Medina adiantou que, “nos próximos quatro anos, a câmara tem o objetivo de colocar no mercado mais seis mil habitações”.
A denominada Operação Integrada de Entrecampos não se limita aos terrenos da antiga Feira Popular de Lisboa, abrangendo uma vasta área envolvente. O que iremos fazer, explicou Medina, é a conversão de algum do espaço dos escritórios aqui previstos, para espaços de habitação a renda acessível, com contratos de arrendamento de “muito longo prazo”.
O projeto, foi entretanto aprovado em reunião de câmara e prepara-se para entrar em período de discussão pública, pelo prazo de 20 dias úteis, conforme acima referido. “Até ao verão, temos a intenção de aprovar formalmente esta operação integrada, na assembleia municipal”, assegurou o edil.
A primeira parte a estar finalizada, revelou, será a conversão dos prédios da segurança social ao longo da Avenida da República, atualmente afetos a escritórios, e que a câmara vai adquirir, reabilitar e colocar no mercado da habitação, ao longo do ano de 2019.
O investimento total – de cerca de 800 milhões de euros, dos quais cerca de 100 serão da responsabilidade direta do município – prevê a construção de 279 fogos em regime de venda livre, 700 fogos de habitação a renda acessível, um centro de serviços, ampla área de comércio, privilegiando as lojas de rua, e uma extensa área de espaços verdes.
A nível de apoio social, estão previstas 3 creches e 1 jardim-de-infância, uma unidade de cuidados continuados, centro de dia e lar.
Será ainda, de acordo com o projeto, preservada a memória do Teatro Vasco Santana e construída uma galeria de arte.
Os terrenos da antiga Feira Popular são considerados o “coração desta operação”. O espaço, maioritariamente destinado a escritórios, poderá criar cerca de 15 mil novos empregos, estimou o presidente da câmara.
Aqui nascerá também um espaço público de qualidade, unindo a avenida da República e a avenida 5 de Outubro. Cerca de um terço dos terrenos será transformado num jardim, criando uma continuidade face ao jardim do Campo Grande.

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