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Requalificação do IP3 começa em 2019 e prolonga-se até 2023

04 de Maio de 2018 às 09:53:34

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A intervenção no IP3, entre Viseu e Coimbra, começa em 2019 e vai permitir reduzir em cerca de um terço o tempo de viagem naquela estrada.

A requalificação do Itinerário Principal 3 (IP3), entre Viseu e Coimbra, vai ter início em 2019 e deverá durar três a quatro anos, afirmou hoje o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, sublinhando que o tempo de viagem vai ser reduzido em um terço.
A primeira intervenção naquela via rodoviária, que já conta com projeto e avaliação de impacto ambiental, deverá arrancar em 2019, entre o nó de Penacova e o nó da Lagoa Azul, que abrange a zona mais crítica do IP3, na zona da Livraria do Mondego, disse Pedro Marques aos jornalistas, após uma apresentação à porta fechada do projeto aos autarcas da Comunidade Intermunicipal (CIM) de Viseu, Dão e Lafões.
"Começamos já com obra no próximo ano com aquilo que já tem projeto e fazemos o resto dos projetos e avaliações de impacto ambiental" enquanto essa primeira intervenção decorre, concretizou o governante, que espera que a requalificação integral do IP3 esteja concluída num prazo de "três a quatro anos" após o início da obra, em 2019.
O ministro sublinhou que 85% do traçado vai ficar com perfil de autoestrada - com duas faixas em cada sentido -, quando hoje o IP3 apenas tem um quinto da via com esse perfil.
Mesmo assim, nos 15% onde não haverá um perfil de autoestrada, haverá, "em quase a totalidade, o perfil de duas [faixas] por uma". No total, só "3% do troço poderá ter que permanecer apenas com uma faixa para cada lado", nomeadamente nas pontes, onde ainda vai ser avaliado se há condições "para algum tipo de alargamento", explicou o ministro, citado pelo “Público”.
Pedro Marques sublinhou que a alternativa à requalificação do IP3 passaria pela "construção de autoestradas com portagens, que onerariam as famílias e as empresas".
• Questionado sobre a possibilidade de, no futuro, o IP3 ser transformado numa autoestrada como aconteceu no IP5, o ministro assegurou que o Governo "está a fazer esta obra assim para não transformar o IP3 numa autoestrada com portagens".
Pedro Marques referiu ainda que fica em aberto a possibilidade de, no futuro, se criar um "troço de autoestrada portajada" na zona do IP3 sem perfil de autoestrada, assim como não são descartadas as possibilidades de investimentos futuros no IC12 ou no IC3.
"São investimentos que podem vir a ser realizados e debatidos com a região, mas todos eles têm o elemento estrutural de base que é o IP3. Nada disso faria sentido sem esta requalificação profunda", sublinhou.

Primeiro concurso deve avançar este ano

Ainda esta semana, Pedro Marques disse na Assembleia da República que “tudo será feito” para que o primeiro concurso para a requalificação IP3 “seja lançado este ano”. Na sua intervenção inicial, em audição parlamentar, o governante reafirmou a solução de aumentar o “número de faixas, onde tecnicamente for possível”, da infraestrutura e sem “colocar portagens, sem onerar as populações”, para o que foi decidido avançar com uma verba até 140 milhões de euros, do Orçamento do Estado, para a requalificação, incluindo o “traçado mais sensível na zona da Livraria do Mondego”. O ministro reafirmou o objetivo de dotar o IP3 de perfil de autoestrada, sempre que possível e que a “ideia é fazer requalificação integral da via”.

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