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Iberdrola investe 1,84 milhões de euros em Tresminas, dando força à sua candidatura a Património Mundial da UNESCO

30 de Abril de 2018 às 11:47:34

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A Iberdrola está a investir 1,84 milhões de euros no Complexo Mineiro de Ouro Romano de Tresminas, um projeto que integra as ações de compensação levadas a cabo pela elétrica, no âmbito da construção do Sistema Eletroprodutor do Tâmega.

A empresa terá investido, entre 2016 e o final de 2018, cerca de 850 mil euros que se traduzem, ao longo do corrente ano, em ações como: o financiamento da equipa técnica; a continuação dos estudos histórico, geológico e de fauna e flora de Tresminas; a aquisição de equipamento para visitas às cortas e galerias mineiras, a sua limpeza, e/ou desobstrução; a construção do edifício de apoio e estruturas e equipamentos de apoio à circulação nas cortas e galerias mineiras.
“A Iberdrola, assumindo o seu compromisso para o desenvolvimento económico, social, cultural e ambiental das comunidades onde opera, colabora, em conjunto com a Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar e a Direção Regional de Cultura do Norte, na valorização histórica, patrimonial e arqueológica da região, através do investimento de 1,84 milhões de euros a aplicar em Tresminas, entre 2016 e 2023”, lê-se num comunicado emitido pela empresa.
Este investimento, de acordo com o que está estabelecido na DIA (Declaração de Impacte Ambiental), tem como objetivo a valorização e divulgação da antiga área mineira de Tresminas e que contempla diferentes áreas como: segurança, investigação científica, conservação, gestão e ordenamento do território e, ainda, promoção turística.
O investimento da Iberdrola, acrescenta-se no referido comunicado, “permite a concretização de um conjunto de ações de beneficiação do Complexo Mineiro de Tresminas que irão possibilitar a criação de um instrumento específico – Parque Arqueológico –, que salvaguarda os vestígios materiais associados à exploração mineira romana e a paisagem envolvente”.

Candidatura a Património Mundial da Unesco

O Complexo Mineiro Romano de Tresminas constituiu, em época romana, uma das maiores explorações auríferas em jazida primária do conventus bracaraugustanus e um dos mais significativos à escala do Noroeste Peninsular, correspondendo a um dos pilares estratégicos em termos de turismo cultural do Município de Vila Pouca de Aguiar, pelo que a valorização e divulgação deste conjunto arqueológico e elementos patrimoniais a ele afetos são considerados fundamentais para o desenvolvimento do município.
Os esforços concertados a nível local e regional para a valorização patrimonial e turística de Tresminas têm conhecido, nos últimos meses, resultados positivos mensuráveis, traduzidos pelo incremento exponencial de visitantes a este território.
Estes resultados têm sido ainda alavancados pela atividade em parceria transfronteiriça com Las Médulas, desde 1997 Património Mundial da UNESCO e uma das mais importantes e reconhecidas minas romanas na região de El Bierzo, Espanha, numa candidatura conjunta, mediante a implementação de um projeto cultural comum, que tem como objetivo a valorização do legado mineiro romano na Península Ibérica. Celebrado em 2017, este protocolo de cooperação entre o Município de Vila Pouca de Aguiar e a Fundación Las Médulas, apoiado pelas entidades tutelares respetivas – Direção Regional de Cultura do Norte e Direção Geral de Património Cultural da Junta de Castela e Leão, tem como objetivo complementar o reforço da candidatura deste local português a património mundial da UNESCO.
“Este é mais um exemplo do compromisso assumido pela Iberdrola com a preservação do meio ambiente e do bem-estar social”, lê-se no mesmo comunicado.

A Iberdrola em Portugal

Recorde-se que a Iberdrola está a desenvolver o Sistema Eletroprodutor do Tâmega, que contempla a construção de três barragens: Alto Tâmega, Daivões e Gouvães. Para além disso, opera três parques eólicos, com uma potência nominal de 92 MW, que originam 200 GWh/ano de eletricidade de origem renovável. O Sistema Eletroprodutor do Tâmega é um dos mais importantes projetos hidroelétricos levados a cabo na Europa nos últimos 25 anos e contará com uma capacidade instalada de 1.158 MW, bem como com uma capacidade estimada de produção anual de mais de 1.760 GWh.
As obras, que se prolongarão até 2023, já começaram no rio Tâmega e significam um investimento de mais de 1.500 mil milhões de euros. “O objetivo da Iberdrola é contribuir para o crescimento e desenvolvimento da região em torno do projeto, ao longo dos próximos anos. Prevê-se que ao longo do período de construção das barragens irão passar pelas obras cerca de 40.000 trabalhadores”.
Posteriormente, irá constituir-se uma equipa operacional e de manutenção para cada uma das centrais, que se espera completar com emprego local.

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