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Governo lança concurso para a ligação Évora- Elvas e promete aumentar investimento público em 40%

06 de Março de 2018 às 09:38:51

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O projeto Corredor Ferroviário Internacional Sul arrancou esta semana com o lançamento do concurso para a construção do troço entre Évora e Elvas e o começo dos trabalhos de modernização do troço Elvas até à fronteira do Caia e, também, com a promessa do Governo de aumentar em 40% o investimento público em 2018.

O pontapé de saída das obras do denominado Corredor Ferroviário Internacional Sul foi assinalado numa cerimónia que decorreu ontem na estação ferroviária de Elvas e que contou com a presença do Primeiro-Ministro, António Costa, do presidente do governo de Espanha, Mariano Rajoy, e da comissária europeia dos Transportes, Violeta Bulc.
A obra, que integra o corredor ferroviário que tem como início Lisboa, Setúbal e Sines e como destino Badajoz, em Espanha, implica a construção de 105 quilómetros de via-férrea entre Évora e a fronteira.
Na cerimónia foi lançado o concurso para a construção dos 94 quilómetros de via entre Évora e Elvas, que terão continuidade nos 11 quilómetros do troço Elvas-Caia, cujo começo dos trabalhos foi também assinalado.
A obra vai custar 509 milhões de euros, dos quais 277 milhões provenientes de dinheiros nacionais e 232 milhões de fundos europeus, nomeadamente do Portugal 2020 e dos fundos destinados às redes transeuropeias, e deverá estar concluído em 2022, altura em que permitirá a ligação entre os portos de Lisboa e de Sines a Espanha, assegurando a sua ligação ferroviária ao resto do continente europeu.
António Costa, que na sua intervenção sublinhou que esta é “a maior obra de linha ferroviária nova dos últimos 100 anos” e que “vai reforçar a competitividade externa e a coesão interna” da União Europeia, acrescentou ainda que a ligação “significa reduzir em 30% os custos” de quem recebe mercadorias descarregadas nos portos de Sines, Setúbal ou Lisboa”, ao possibilitar a diminuição em 3h30 do transporte e ao encurtar em 140 quilómetros a distância.
O Primeiro-Ministro afirmou também que “o investimento na futura ligação ferroviária Évora-Elvas é simbólico do momento que se vive na economia portuguesa” e “significa um reforço do investimento público”. Recordando que em 2017 o Governo aumentou em 20% o investimento público em relação ao ano anterior, garantiu que aquele aumentará este ano em 40%, mostrando que “chegou a hora de, em primeiro lugar, apostar no investimento público”, e que este aumento deve “refletir-se de forma positiva nos investimentos em saúde, educação e infraestruturas, para aumentar a produtividade da economia, para além de alagar a capacidade de exportar cada vez mais”.

Reabilitação da linha Covilhã-Guarda

Entretanto, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, acompanhado da comissária dos Transportes da União europeia, Violeta Bulc, presidiu à cerimónia de início da obra de reabilitação da linha ferroviária Covilhã-Guarda, na Covilhã.
Este troço de 46 quilómetros, integrado na linha da Beira Baixa, estava encerrado há 10 anos, começando agora os trabalhos de modernização e eletrificação, orçados em 85 milhões de euros, dos quais 68 do Portugal 2020, e que permitirão fazer a concordância entre as linhas da Beira Baixa e da Beira Alta.
Com esta intervenção, passarão a poder circular comboios de mercadorias de 600 metros de comprimento, fazendo a ligação à rede espanhola, e os comboios, nomeadamente de passageiros, poderão circular a maior velocidade.

Dois mil milhões para 1. 200 quilómetros

O Programa de Modernização da Rede Ferroviária Nacional, Ferrovia 2020, destina-se a aumentar a competitividade do transporte ferroviário e a melhorar as ligações internacionais, através de intervenções em metade (1.200 quilómetros) da rede ferroviária, com um custo de 2.000 mil milhões de euros.
Tem três grandes eixos: os corredores internacionais norte e sul, o corredor nacional norte-sul e os corredores complementares.
O corredor internacional sul assegurará a ligação das plataformas logísticas e dos portos de Lisboa, Setúbal e Sines a Espanha, através da intervenção ou construção em mais de 170 quilómetros de via, num investimento de 627 milhões, dos quais 389 milhões financiados pela União Europeia (UE).
O corredor internacional norte assegurará a ligação das plataformas logísticas e dos portos de Aveiro e Leixões a Espanha, permitindo a circulação de comboios elétricos em toda a linha da Beira Baixa, representando a via a intervencionar mais de 250 quilómetros, num investimento de 676 milhões, dos quais 386 provenientes da UE.
O corredor atlântico, que liga o litoral de Lisboa até à Galiza, terá intervenções em 200 quilómetros de via, designadamente, na linha do Minho (Porto-Valença) e na Linha do Norte (Lisboa-Porto), num investimento de 380 milhões, dos quais 227 milhões da UE.
Os corredores complementares incluem intervenções, nomeadamente de modernização e/ou eletrificação, nas linhas do Douro, Oeste, Cascais e Algarve, num total de 260 quilómetros, num investimento de 264 milhões, dos quais 141 milhões da UE.



 

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