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Escritórios registam a maior taxa de ocupação desde 2009

11 de Janeiro de 2018 às 10:41:07

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A Worx revela que, em 2017, a ocupação de escritórios registou a maior taxa desde 2009.

O volume total de take up foi de 165.152 m2, o que representa um aumento de 15% comparativamente ao ano de 2016. A zona que se apresentou mais dinâmica foi a zona 6 (Eixo da A5) com 41.886 m2 colocados. Esta zona representou 25% do volume total do take up, seguida da zona 4 (Eixo da Av. Infante Santo e Av. 24 de Julho) com 36.033 m2 e da zona 1 (Prime CBD) com 35.063 m2.
Segundo o Departamento de Research da Worx, a taxa de desocupação manteve a sua trajetória descendente ao longo do ano, situando-se no final de 2017 nos 8%, valor mais baixo desde o ano 2009. Com um nível de procura muito dinâmico e que ultrapassou largamente o valor de absorção médio observado nos últimos 8 anos (112.946 m2), o Mercado de Escritórios de Lisboa reflete a escassez de entrada de oferta nova.
Da análise efetuada pela Worx, a zona 5 (Parque das Nações) é neste momento a zona com a taxa de desocupação mais baixa, a situar-se nos 2,8%, correspondentes a apenas 10 210 m2 de oferta disponível.
A consultora Worx destaca também a zona 1 e 2 (Prime CBD e CBD) e a mudança da empresa Ideia Hub no Palácio Sottomayor, com uma área de 1.600m2, representando um negócio alternativo e inovador, que será uma tendência neste ano de 2018, com projectos de co-work a surgirem, bem como residências seniores e de estudantes.
Esta necessidade urgente de entrada de oferta nova permite antever uma das tendências de desenvolvimento para o ano 2018, em que a promoção de oferta de escritórios constitui uma oportunidade de investimento muito interessante para os players internacionais e nacionais.
Ao longo de todo o ano de 2017, a taxa de vacancy rate manteve-se sob pressão, na casa dos 9% e não se prevendo uma estabilização ou subida da mesma, perante um cenário de oferta nova muito escassa, em desequilíbrio com os níveis de procura que o mercado tem registado. Já a prime rent fechou o ano nos 19,50€/m2/mês, segundo divulgação da Worx.
Pedro Salema Garção, Head of Agency da Worx, salienta que “para o ano 2018 prevê-se ainda um cenário semelhante ao de 2016 e 2017, com uma escassez de oferta nova, que pode condicionar o número de transações, mas com os valores de yield a entrarem em terreno estável. Efetivamente, existe pouca oferta para ocupação imediata para empresas que procurem grandes áreas. O corredor Oeste, com 36.000 m2 ocupados até ao final de novembro de 2017, registou a melhor performance dos últimos 7 anos, revelando ter sido o destino de eleição para empresas com requisitos de áreas médias maiores e bons acessos à capital”, conclui o mesmo responsável.

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