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Construção faturou 4,5 mil milhões no exterior

20 de Dezembro de 2017 às 11:43:09

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Notícias

Com um volume de negócios no exterior a rondar os 4,5 mil milhões de euros, o setor da Construção manteve em 2016 a trajetória descendente iniciada em 2015.

Com efeito, este valor traduz uma quebra de 14% face ao ano anterior, altura em que foram faturados 5,2 mil milhões de euros, o que, por seu turno, já refletia uma diminuição homóloga de 7%. 
A carteira de encomendas, no entanto, atingiu os 4,2 mil milhões de euros, ou seja, o mesmo valor registado no ano precedente, se bem que nesta altura a quebra apurada, face a 2014, foi de 26%.  
Ato contínuo e tal como já deixava antever o nível das obras em carteira apurado em 2015, inferior em 14% ao conseguido em 2014, no ano agora em análise a faturação do Setor no estrangeiro desceu um ponto percentual, representando 2% do PIB (3% em 2015), tal como o peso da atividade nas exportações portuguesas, que se limitou a 6% (7% em 2015).
Estes e outros dados da atividade da Construção portuguesa no exterior em 2016 são revelados nos “Cadernos da Internacionalização”, publicação anual da AECOPS que é já uma fonte de informação estatística de referência no que diz respeito à presença do Setor, nacional e também europeu, no Mundo. 
A edição número 7 deste documento mostra que no ano passado a atividade internacional das empresas de construção portuguesas continuou centrada nos mercados de África, onde, apesar da quebra de atividade (-29%), conseguiram obter metade do seu volume de negócios (2,2 mil milhões de euros), e da América Central e do Sul, onde, pelo contrário, se verificou um aumento da atividade (de 12 p.p. face a 2015) e o volume de negócios conseguido foi de 1,7 mil milhões (mais 27% relativamente a 2015).
Outro mercado onde a presença da Construção portuguesa diminuiu significativamente (-26% no volume de negócios e -45% na carteira de encomendas) foi o europeu, ao contrário do que aconteceu no Médio Oriente, onde se verificou um aumento tanto do volume de negócios (32 milhões de euros) como dos novos contratos celebrados (24 milhões de euros). 
A análise do desempenho da Construção portuguesa por países mantém Angola em primeiro lugar, com um peso de 26% no volume de negócios obtido no exterior, seguindo-se o México (10%), Moçambique (9%), Brasil e Peru (7% cada), Polónia (5%), Venezuela (4%) e, por fim, Argélia, Malawi e África do Sul (3% cada).
Também a atividade internacional da Construção europeia decresceu em 2016, com o volume de negócios das construtoras europeias nos mercados externos a cifrar-se em 171,7 mil milhões de euros, menos 5% do que em 2015, e França continua a liderar o mercado internacional, com uma faturação de cerca de 36 mil milhões de euros, correspondentes a 21% do total.

Responsável por 3% do total, Portugal mantém o 11º lugar no ranking por volume de negócios obtido no exterior pelas construtoras europeias, tal como segura lugares cimeiros entre os congéneres europeus nos mercados africano e centro e sul-americanos, tanto no que se refere ao volume de negócios (4ª e 3ª posições, respetivamente), como no que diz respeito ao número de contratos (3º e 4º lugares, respetivamente).
Como novidades, o número 7 dos “Cadernos da Internacionalização” inclui um capítulo dedicado aos “Grandes Projetos de Infraestruturas em África”, com uma análise da sua evolução (número, valores, financiamento, localização geográfica e setor de atividade) ao longo dos últimos quatro anos e do posicionamento de Portugal (4º lugar) entre o conjunto de países que constroem empreendimentos de envergadura nesta área do globo, e uma análise do “Plano de Investimento Externo da União Europeia”, enquanto oportunidade para as empresas de construção em África.

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