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Portugal quer aumentar eficiência energética em 30% até 2020

20 de Novembro de 2017 às 14:37:23

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O Estado apresentou hoje uma campanha de sensibilização para a eficiência energética na Administração Pública Central, que visa ajudar a ultrapassar as metas previstas pela União Europeia até 2020.

Os alvos desta Campanha são todos os serviços centrais do Estado, incluindo os tribunais, as escolas e as universidades e os hospitais.
Recorde-se que, até 2020, Portugal comprometeu-se a reduzir os consumos de energia em 20%. No entanto, o Estado estabeleceu uma meta mais ambiciosa, que visa aumentar a sua eficiência energética em 30%, igualmente até 2020. Novas metas estão igualmente em discussão para o horizonte 2030.
Para as atingir, o Programa de Eficiência Energética na Administração Pública, “ECO.AP”, estabelecido através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 2/2011, de 12 de janeiro, foi relançado publicamente esta semana no decorrer da Conferência ECO.AP Summit promovida pela ADENE – Agência para a Energia, no âmbito de uma Operação cofinanciada pelo POSEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Usos de Recursos.
A conferência ECO.AP Summit contou com a presença de responsáveis governamentais e da Administração Pública, um representante da Comissão Europeia, uma representante das Nações Unidas, um ambientalista, um economista e representantes de várias entidades públicas que apresentaram alguns exemplos de casos de sucesso e apontaram soluções para a concretização das metas definidas até 2020.
A Campanha de sensibilização, promovida pela ADENE e com o mote «A Energia tem Eco no Futuro», tem como principal desígnio envolver a Administração Pública na promoção da Eficiência Energética, através de um plano de ações inovadoras que decorrerão ao longo de 2018.
Esta campanha pretende sensibilizar os seguintes públicos-alvo:
- gestores locais de Energia, que são responsáveis pela dinamização de medidas de melhoria da eficiência energética na Administração Central;
- dirigentes superiores dos organismos público, que têm um papel decisivo no desenvolvimento de projetos de eficiência energética nas entidades por si dirigidas;
- secretarias-gerais dos ministérios, que têm competências em matéria de gestão do património edificado.
- peritos qualificados do Sistema de Certificação Energética dos Edifícios, que deverão ser intervenientes no processo de candidatura e de encerramento das operações materiais que venham a ser objeto de apoio pelo POSEUR no que diz respeito à Administração Central.
João Paulo Girbal, presidente do Conselho de Administração da ADENE explica que, “para atingir objetivos e metas da Administração Pública no que se refere à eficiência energética é necessário continuar a investir num conjunto de ações de apoio aos gestores locais de Energia, aos seus dirigentes superiores e a todos aqueles que pretendem implementar medidas de eficiência energética tendo em vista a redução de consumos e dando o exemplo junto do setor privado, assim como junto de todos os cidadãos, mas também com o intuito de reduzir os encargos do Estado com a fatura de energia e, desta forma, aliviar as contas públicas”. De notar que já há cerca de 700 gestores locais de Energia nomeados pelos serviços do Estado e que têm a função de promover a eficiência energética nas suas instalações.

Barómetro ECO.AP

Além de um conjunto de ações, durante a Conferência foi apresentado o novo Barómetro ECO.AP, cujo relançamento está previsto para o início do ano de 2018.
O Barómetro ECO.AP permite ao Estado conhecer os consumos de energia e as medidas em prol da eficiência energética dos seus ministérios e outros organismos públicos.
Esta ferramenta, mais otimizada e automatizada, auxiliará os gestores locais de Energia na gestão dos consumos de energia das instalações da sua responsabilidade e facilitará a obtenção de mais informação sobre como contribuir para a melhoria contínua.
A redução da fatura de energia do Estado passa por intervenções estruturadas nas instalações em que se verifique maior desperdício de energia, ou seja, onde a ineficiência prevalece, quer através de soluções construtivas e técnicas, mas também através de pequenos gestos por parte de todos os utilizadores das instalações do Estado, sejam elas escolas, hospitais, serviços de finanças, entre outros.
Por exemplo, ao desligar o carregador do portátil na ficha quando se sai do trabalho, pode-se poupar cerca de 0,80 €/ano. Se 500 mil funcionários e utilizadores da Administração Pública o fizerem, pode-se poupar cerca de 330.000 €/ano. Isto é equivalente ao consumo médio anual de energia elétrica de 1.000 famílias.

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