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Projetos de habitação em licenciamento aumentam 42,7% no último ano

09 de Outubro de 2017 às 15:35:39

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O volume de obras de habitação para as quais foram efetuados pedidos de licenciamento em Portugal (Continental) cresceu 42,7% entre o 2º trimestre de 2016 e o 2º trimestre de 2017, avança a Confidencial Imobiliário (Ci) no âmbito do Índice de Pipeline Imobiliário (IPI).

Trata-se de uma nova métrica agora lançada pela Ci para monitorizar a dinâmica de entrada em carteira de novos projetos de construção de habitação, sujeitos a processo de licenciamento municipal, constituindo-se como um indicador do potencial de edificação a curto-prazo.
“Este novo índice vem dar um contributo essencial para o mercado, sendo um indicador avançado da oferta, o que é especialmente importante numa altura em que a grande fonte de tensão no mercado imobiliário é a falta de produto. Tal deve-se sobretudo ao facto de a procura ter evoluído muito mais rapidamente do que a produção de novos fogos, o que impulsionou os preços e, uma vez solidificada esta tendência, impulsionou o investimento em nova oferta. comenta Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário, para quem é isso mesmo que se vê nestes primeiros resultados deste índice.
De acordo com o novo índice, o crescimento homólogo das obras em carteira no 2º trimestre de 2017 foi especialmente dinâmico no segmento de reabilitação, com uma variação de 68,2% no espaço do último ano. Já as obras de construção nova em licenciamento aumentaram 38,2% no mesmo período. As obras de reabilitação têm exibido uma subida mais acentuada do que as de construção nova, com as primeiras a aumentarem a um ritmo trimestral médio de 14,5% nos quatro últimos trimestres e as segundas a uma média de 8,7% por trimestre no mesmo período de referência.
Desde meados de 2013, que o pipeline de projetos residenciais está a recuperar, após uma tendência generalizada de queda iniciada em 2011, com as obras de reabilitação a caírem para metade nesse período e as de construção nova para cerca de um terço. A subida tem-se revelado mais acentuada para a reabilitação, com um crescimento acumulado de cerca de 250%, do que para as obras novas, que aumentaram 140% no mesmo período. 
Em termos de área média por projeto, depois de contrair cerca de 36% entre o 1º trimestre de 2011 e o 3º trimestre de 2013, voltou ao crescimento, registando uma subida acumulada de cerca de 67% até ao 2º trimestre de 2017. Tal aumento na dimensão média dos projetos traduz o ressurgimento de edifícios de maior envergadura, especialmente visível no mercado de construção nova, embora seja igualmente uma tendência sentida nas obras de reabilitação.
“Estes resultados mostram que o mercado está a responder à falta de oferta, lançando novas operações que se perspetiva tenham boa resposta do lado da procura, o que contribuirá para a estabilização dos preços”, comenta ainda Ricardo Guimarães.
O novo Índice de Pipeline Imobiliário é calculado a partir dos pré-certificados energéticos emitidos pela ADENE, os quais têm de, obrigatoriamente, integrar os processos de licenciamento municipal de obras. Esta métrica considera o volume em metros quadrados dos novos projetos em carteira, abarcando quer construção nova quer obras de reabilitação (de onde se excluem as pequenas ampliações ou alterações que dispensam procedimentos de licenciamento). É apurado para Portugal Continental e também para as regiões da Área Metropolitana de Lisboa e do Porto, tendo início em 2011 e assumindo uma periodicidade trimestral.

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