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Pavilhão de Portugal acolhe maior instalação efémera de cortiça de sempre

06 de Julho de 2017 às 11:41:03

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Durante os dois dias em que decorre, o Archi Summit 2017, único encontro de arquitetos, engenheiros e designers realizado em Portugal, será, também, o mote para a maior exposição efémera de cortiça alguma vez feita no mundo.

O projeto em causa envolve cerca de 5 mil blocos de aglomerado de cortiça expandida, um material 100% natural disponibilizado pela Amorim Isolamentos.
Para que tudo ganhasse forma, o gabinete de Manuel Aires Mateus, autor do projeto, bem como os SAMI de Setúbal, co-autores da obra, traçaram um objetivo ambicioso: cobrir 2 mil metros quadrados, precisamente a totalidade da área exterior do Pavilhão de Portugal, com cortiça. Esta área corresponde à conhecida “pala” do Pavilhão de Portugal, uma obra projetada pelo galardoado Álvaro Siza Vieira para a Expo 98.
Para o líder do projeto, Manuel Aires Mateus, “a cortiça é um material que traz inúmeras vantagens, dado que permite responder, ao mesmo tempo, a um conjunto de solicitações. É facilmente montável, leve e cria total independência da estrutura que acolhe o projeto.” O autor salienta ainda que, “tendo em conta as especificidades do projeto, considerámos que tinha que ser implementada uma sugestão ligeira e efémera. O apoio da Amorim Isolamentos foi importante. É um parceiro com o qual temos contado para este tipo de projetos”, concluiu.
Por seu turno, Inês Vieira da Silva, Arquiteta do estúdio SAMI e co-autora do projeto, afirma que “foi a primeira vez que trabalhámos com cortiça e foi uma surpresa, nomeadamente o método como o aglomerado de cortiça é produzido, porque é muito natural, não é agressivo para com o ambiente e a utilização dos blocos permitiu criar um espaço adequado ao programa. A aplicação de cortiça foi essencial no método construtivo, permitindo ganhar espessura e peso, sendo simultaneamente estrutura e acabamento, dando um caráter permanente a uma estrutura efémera.“
No total, a intervenção ultrapassa os 760 metros cúbicos de cortiça, o que a torna a maior de sempre feita à escala mundial. O material selecionado para este projeto – a cortiça – reforça a portugalidade do mesmo, que tem uma organização 100% portuguesa (embora acolha visitantes de várias nacionalidades) e decorre num edifício projetado por um dos maiores arquitetos nacionais, explica-se em comunicado.
O fornecimento do aglomerado de cortiça expandida foi assegurado pela Amorim Isolamentos, da Corticeira Amorim. Para este efeito, a empresa preparou uma megaoperação logística para viabilizar a preparação e a entrega do material, de acordo com os requisitos da equipa de arquitetos.
Toda esta dinâmica partiu da organização do Archi Summit 2017 – o único summit de arquitetura em Portugal – e é processada sob a sua alçada. O evento inicia a sua 3.ª edição e decorre no Pavilhão de Portugal a 6 e 7 de julho, marcando o regresso de Álvaro Siza Vieira às conferências, bem como a visita de grandes nomes da arquitetura mundial como, por exemplo, Valério Olgiati.


 

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