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CPCI reclama utilização sem demora de financiamentos europeus

26 de Abril de 2017 às 09:51:18

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A CPCI - Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário destaca os dados revelados pelo Eurostat, relativos ao índice de Produção da Construção, que evidenciam um forte crescimento à escala europeia, em fevereiro.

De facto, em fevereiro, a Zona Euro registou uma variação trimestral positiva de 7,1% face ao período homólogo de 2016. Em termos de variação mensal, face a janeiro, o crescimento é de 6,9%, claramente superior ao verificado noutros indicadores económicos, como a produção industrial, que cai 0,3% no mesmo período, ou as vendas a retalho, com um crescimento de 0,7%, demonstrando a atual liderança do investimento em construção no processo de recuperação económica europeu.
No que diz respeito a Portugal, a produção na Construção cresceu 3% em termos homólogos, um valor positivo face à evolução recente deste indicador, mas que fica abaixo da média europeia, devido ao comportamento do investimento público.
Com efeito, se em fevereiro a produção do Setor no segmento de Edifícios se situou nos 5,9%, praticamente em linha com os 6,2% da zona Euro, nas Obras Públicas (segmento de Engenharia Civil) a realidade é totalmente oposta, com Portugal a registar uma quebra de 1,4%, que compara com os 10,3% da zona Euro.
Em comunicado, o presidente da CPCI, Manuel Joaquim Reis Campos, reconhece que “o Setor está a atravessar um momento mais positivo, que se deve a uma dinâmica do investimento privado e, em particular, do mercado imobiliário, mas continua atrás do que se passa na generalidade da Europa em matéria de investimento público”, situação que condiciona claramente a capacidade de crescimento económico e de criação de emprego.
Numa altura em que o quadro geral de investimentos em infraestruturas se encontra estabilizado, bem como os mecanismos europeus que o podem financiar, designadamente o Mecanismo Connecting Europe, o Plano Juncker e o Portugal 2020, este responsável defende que importa agora maximizar as oportunidades de financiamento existentes tendo em conta que está em causa o Plano Estratégico dos Transportes e das Infraestruturas, que foi objeto de um amplo consenso.
Considerando “que os indicadores continuarão a ser positivos”, Reis Campos conclui que, não obstante tal facto, “é essencial colocar no terreno estes programas para que se possa ganhar uma outra escala, colmatando mais rapidamente o espaço que ainda nos separa da restante Europa, uma vez que é imprescindível aproveitar a conjuntura e garantir a competitividade da nossa economia”.

De -2,6% em setembro para +3% em fevereiro

De acordo com os números do Eurostat, o índice de Produção da Construção da Zona Euro registou, em fevereiro, uma variação trimestral positiva de 7,1% face ao período homólogo de 2016. Portugal verificou um crescimento de 3%, comparativamente a fevereiro de 2016.
No período em causa, a Zona Euro registou uma variação trimestral positiva de 7,1% face ao período homólogo de 2016 e, em termos de variação mensal, fevereiro verificou um crescimento de 6,9%.
Já Portugal registou um crescimento mais lento, ainda assim muito positivo. De acordo com aquele Índice, o setor da Construção passou de um índice de produção negativo, em termos homólogos, de 2,6% em setembro da 2016, para uma taxa de crescimento positiva de 3%, assinalada em fevereiro de 2017.
Observando os vários indicadores, em fevereiro, a produção do setor no segmento de edifícios em Portugal situou-se nos 5,9%, praticamente em linha com os 6,2% da zona Euro, mas nas obras públicas Portugal teve uma quebra de 1,4%.

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