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Países árabes, Argentina e EUA oferecem oportunidades de negócio para as empresas nacionais

28 de Junho de 2016 às 15:39:02

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Promover a importância da Construção Metálica Portuguesa junto dos países árabes, Argentina e EUA foi o grande objetivo do I Fórum Portugal Steel, organizado pela CMM - Associação Portuguesa da Construção Metálica e Mista.

O encontro, que reuniu representantes da Argentina, EUA e países árabes em Portugal, permitiu às empresas nacionais estabelecer contacto com estes mercados e identificar oportunidades de negócio.
Para o Luís Simões da Silva, presidente da CMM, “embora se preveja que até 2018 mais de 50% do investimento no setor da Construção venha a realizar-se na Ásia, há outros países que irão registar crescimento do investimento em Construção, como é o caso do Médio Oriente, América do Sul e EUA. Foi nesse sentido que a CMM considerou importante organizar este encontro”.

Argentina aposta na energia renovável e investe mil milhões em obras públicas

O embaixador da Argentina em Portugal, Oscar Moscariello, explicou que nos próximos anos, a Argentina tem a decorrer um projeto governamental que procura empresas que possam desenvolver projetos na área da energia sustentável, tendo como objetivo dotar o país, na próxima década, de um parque de energia sustentável instalado que permita alcançar 25% da produção de energia nacional. Prevêem-se outros dois grandes investimentos no desenvolvimento de infraestruturas de vários níveis no noroeste do país e um investimento de 1.000 milhões de dólares para obras públicas na cidade de Buenos Aires.
Para o representante da terceira maior economia da América Latina, a necessidade de investimento em diversas áreas e o facto de a Argentina ter voltado a abrir as suas portas ao comércio internacional criam grandes oportunidades para as empresas nacionais.

Qualidade nacional defronta baixo custo chinês nos EUA

Já Graça Didier, secretária Geral da Câmara de Comércio Americana em Portugal, a aposta das empresas portuguesas nos EUA deve centrar-se na qualidade do produto apresentado para assim se distinguir da oferta chinesa, que tem um custo mais baixo mas níveis de qualidade muito inferior à da oferta nacional.
Além de reforçar a importância da economia americana no mundo e de apresentar as vantagens da entrada neste país, Graça Didier alertou também para a necessidade de as empresas se precaverem no que respeita às diferenças regulatórias e à própria cultura de negócio americana. Neste sentido, esta responsável sugeriu aos empresários presentes o estabelecimento de parcerias com empresas que já estão naquele mercado, para facilitar a sua entrada.

Mundo árabe com projetos diversificados, dos transportes à habitação, passando pelas escolas e centrais elétricas

Por seu turno, Filipe Murraças, representante da Câmara de Comércio e Indústria Árabe- Portuguesa reforçou o peso cada vez maior dos Países Árabes no comércio externo nacional e destacou que, nos próximos anos, estes países vão apostar em áreas relevantes para o setor metalúrgico nacional.
Ligações ferroviárias na Arábia Saudita, unidades habitacionais na Argélia, a construção de aeroportos em Djibouti, a expansão dos aeroportos do Bahrain e de Tripoli, na Líbia, o aumento da linha ferroviária na Jordânia, o desenvolvimento de infraestruturas públicas na Mauritânia, a construção de habitações e escolas na Palestina ou a implementação de centrais elétricas no Sudão são alguns dos projetos identificados como oportunidades para as empresas portuguesas.
Para este responsável, o mundo árabe é díspar do ponto de vista económico e empresarial e caberá às empresas portuguesas estudarem e apostarem nos países que possam ser mais adequados à sua oferta.

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