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Governo e Câmara de Lisboa querem expandir metro dentro da cidade

04 de Maio de 2016 às 11:30:46

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O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, afirmou esta terça-feira, na Assembleia Municipal, que a próxima expansão da linha do metro deve ser efetuada dentro do concelho, opinião já defendida pelo primeiro-ministro, António Costa.

Aquando da inauguração da estação de metro da Reboleira, em meados de abril, António Costa afirmou que o próximo passo da expansão da linha deverá ser a ligação entre o Cais do Sodré e o Rato, unindo a linha verde e a amarela. “O que o primeiro-ministro veio dizer é que, em muitos e muitos anos, vai haver investimento em linhas do metro de Lisboa", afirmou Fernando Medina interpretando as declarações do chefe do Governo.
"O primeiro-ministro refere que a expansão do metro deve concentrar-se agora dentro do concelho de Lisboa, e ele tem razão", apontou o presidente do município durante um debate sobre transportes promovido pela Assembleia Municipal
Na opinião do autarca, citado pela “Rádio Renascença”, há agora que cuidar da “consolidação e da expansão do metro dentro do município de Lisboa”. O encontro da linha amarela com a linha verde "vai permitir criar uma circular no metro" que vai servir "uma zona muito importante da região de Lisboa".
Será este anel, que no fundo será unificado numa só linha, que vai funcionar como grande elemento distribuidor de pessoas que, chegando por vários meios, vão poder usar este meio rápido para se distribuir", advogou.
"Servirmos as áreas quer de Campolide, quer de Campo de Ourique, e depois a extensão do metro à zona ocidental da cidade são obviamente prioridades que devem ser prosseguidas e que não devem ser abandonadas pelo município de Lisboa", vincou.

Mais estações de metro e mais bicicletas até 2018

As afirmações do edil estão em sintonia com o Programa Nacional de Reformas recentemente aprovado pelo Governo e que contempla uma nova expansão das redes de metro nas duas maiores cidades do País. O documento nota que «serão retomadas as ações de planeamento e estruturação da expansão das redes de metropolitano de Lisboa e Porto» numa extensão de 9 km, cujos projetos deverão arrancar no próximo ano, com execução marcada para 2018, segundo o “Público”. O investimento deverá rondar os 275 milhões de euros.
Por outro lado, o Governo considera que «os sistemas de transportes apresentam um nível insuficiente de intermodalidade, com excessiva dependência da ferrovia e do uso dos veículos automóveis ligeiros de passageiros, e um insuficiente desenvolvimento de outros meios de transporte», e acredita que são necessárias melhorias. Neste sentido, serão substituídos 500 veículos de transporte coletivo rodoviário de passageiros até 2018, num investimento de 99 milhões de euros. Será também feita a renovação de 1.000 táxis até 2020, num custo de 16,6 milhões de euros.
A adesão aos veículos elétricos será também fomentada, através do alargamento do número de postos de carregamento em cerca de 2.400 unidades, num investimento de 69,3 milhões de euros.
Ainda, serão «criados instrumentos de regulação para acolher novas formas de mobilidade, incluindo transporte flexível e o carsharing», cita a mesma fonte. A promoção do uso da bicicleta será também um ponto forte deste pacote de medidas, já que a ideia é disponibilizar 6.000 bicicletas em sistemas partilhados em 2020, num investimento de 24,8 milhões de euros.
Todas estas medidas deverão reduzir em 14% as emissões de CO2 até 2020, face ao emitido em 2005.

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