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“Vistos Gold” registam queda abrupta em maio

17 de Junho de 2015 às 15:37:58

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Notícias

De acordo com os dados da APEMIP – Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal, foram concedidas até ao final de maio de 2015, 2.384 Autorizações de Residência para Investimento (ARI), das quais 2.254 por via do requisito da aquisição de bens imóveis, pelo que esta modalidade representa cerca de 95% do total dos vistos atribuídos.

O mês de maio foi um dos piores meses no número da emissão de vistos a estrangeiros, registando-se um total de seis vistos atribuídos, uma quebra abrupta face ao mês anterior que inscreveu a emissão de 88 ARI.
Para a APEMIP, estes números espelham a ineficácia dos serviços processuais que estarão a travar a emissão de vistos de residência. “Esta quebra não espelha a ausência de procura dos estrangeiros pelo nosso mercado, mas sim o facto de os procedimentos burocráticos para a atribuição de vistos estarem, neste momento, completamente parados. Como já (…) referido, depois da “operação labirinto” verificou-se uma desaceleração na emissão de processos, que (…) estará relacionada com a atenção e cautela redobrada dos funcionários administrativos ao dar seguimento aos trâmites normais na emissão das ARI’s. Mas esta quase total paragem é muito grave e poderá resultar numa quebra da procura pelo programa português, com preferência para outros países, como a Espanha, cuja qualidade do programa e a rapidez na agilização de processos levar-nos-á, certamente, muitos potenciais clientes”.
Para a Associação, a importância deste programa é incontestável. “Em termos de investimento total e desde a sua criação, os vistos gold trouxeram para o País mais de 1,4 mil milhões de euros. Um programa com esta importância não pode ficar estagnado devido à ineficácia dos procedimentos administrativos, que, aliada à ausência da publicação das já aprovadas alterações à lei em Assembleia República, faz com que os potenciais investidores migrem para mercados semelhantes, prontos para os receber de braços abertos e com condições mais vantajosas. Estes atrasos poderão mesmo levar ao colapso do programa”, enfatiza a APEMIP.
A este respeito, o presidente da Associação alerta que “o imobiliário português tem qualidades que outros mercados não apresentam, tais como a inexistência de uma bolha imobiliária e o potencial de valorização dos ativos. Mas isso por si só não chega, precisamos transmitir aos potenciais investidores um sentimento de confiança e transparência, que se perde em questões burocráticas morosas, o que já se reflete, por exemplo, num decréscimo da procura do investidor chinês. Estas questões são um entrave e têm que ser resolvidas rapidamente”, conclui.
Os chineses mantêm-se no topo da lista dos cidadãos que mais investem neste programa, com um total de 1914 vistos concedidos, seguindo-se o Brasil com 86 e a Rússia com 79.

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