10 / Dezembro / 2019

Terça

Diretor: José Tomaz Gomes | Editor: AECOPS

Notícias ver todas os artigos desta secção

Reflexão sobre a evolução do mercado de arrendamento urbano une representantes do Imobiliário

09 de Junho de 2015 às 14:58:22

tamanho da letra:

Notícias

A APEMIP-Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal quer contrariar a existência de mais de cem mil fogos na oferta imobiliária para o mercado residencial de arrendamento urbano e, para o efeito, vai apresentar um estudo que cruza a oferta com a procura neste mercado à data de maio de 2015.

Durante uma sessão de apresentação do ponto de situação sobre a evolução do mercado de arrendamento urbano em Portugal, no dia 8 de junho e em que marcaram também presença representantes das associações do Imobiliário que integram a Comissão de Monitorização da Lei do Arrendamento (APEMIP, AIL, AIN, ALP, ANP E CCP), foi salientado que, à semelhança do que acontecia há 4 anos, os números continuam a contabilizar uma oferta disponível em regiões onde continua a não existir uma procura que inverta a tendência de desequilíbrio a que se continua a assistir, o que prova que o mercado de arrendamento não atingiu, apesar dos esforços encetados, o seu real objetivo. “Os números (…) vêm demonstrar que a oferta existente no mercado continua a não dar resposta à procura. A grande parte dos ativos fixa-se em locais onde não existe procura e a oferta continua, na grande maioria das vezes, a estar disponível a preços proibitivos para a grande parte das famílias portuguesas”, afirmou Luís Lima, presidente da APEMIP. Para esta Associação, as políticas de habitação em Portugal devem, por isso, ser alicerçadas numa leitura crítica dos dados existentes (mesmo os censitários) e ser debatidas e refletidas com os atores que atuam no terreno e devem encontrar-se orientadas para a satisfação das necessidades reais que o mercado evidencia. “A Comissão de Monotorização da Lei do Arrendamento Urbano foi criada com o objetivo de debater a aplicabilidade da nova lei e ajustar medidas com o apoio dos agentes interventivos neste mercado, sejam eles inquilinos, proprietários ou imobiliárias. No entanto, neste momento não sabemos se esta comissão continua ou não em funções. Por um lado, não foi destituída, mas por outro, não é chamada a dar seguimento aos trabalhos”, afirmou o mesmo responsável. A discussão e debate deste mercado são, para Luís Lima, da maior importância. “Tal como tenho vindo a defender, a lei do arrendamento não precisa de alterações drásticas, mas sim de mudanças estratégicas que promovam a sua real dinamização. Existem medidas essenciais como a introdução de um seguro de renda, por exemplo, que continuam na gaveta. Os agentes do setor devem ter um espaço para serem ouvidos e para apresentarem as suas sugestões e alertas, com o objetivo de chegar a um consenso que seja benéfico, não só para o mercado, mas também para a generalidade dos portugueses. Todos nós, como representantes de associações do setor, temos a obrigação ética de emitir os nossos pareceres. E é isso que passaremos a fazer neste grupo de trabalho”.
O Estudo foi levado a cabo pelo Gabinete de Estudos da APEMIP e cruza as informações da oferta no mercado de arrendamento (que reporta aos CENSOS 2011) e da procura atual (dados de maio de 2015).

Comentar

Iniciar Sessão

Nome de Utilizador

Palavra-chave

Se não tem conta,

Registe-se aquiEsqueceu-se da palavra-chave?

Comentar este artigo

Título

Texto

Os comentários deste site são publicados após aprovação, pelo pedimos que respeitem os nossos Termos de Utilização.
O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.
Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.