“Se queremos estabelecer as bases para um crescimento sustentável da economia e do emprego a longo prazo na UE, então é chegada a hora de passar da “cegueira” à “austeridade inteligente”, disse o presidente da FIEC-Federação da Indústria Europeia da Construção, Johan Willemen, ao presidente a Jean-Claude Juncker, durante a abertura do Congresso da FIEC 2015, que decorreu nos dias 4 e 5 de junho, em Bruxelas. “O que precisamos é de ‘suficiente, mas agora’ e não de ‘muito pouco, demasiado tarde’ ”, frisou o responsável da estrutura representativa dos interesses das empresas de construção europeias e na qual a AECOPS tem assento.
O Congresso anual da FIEC reuniu empresários da construção de toda a UE e incidiu sobre os principais aspetos conducentes a uma maior competitividade da Indústria da Construção - que, em 2014, representou quase 9% do PIB da EU a 28 -, à luz do "Plano de Juncker" para o investimento, o crescimento e o emprego.
“A indústria da Construção congratula-se com o "Plano de Juncker" e pretende desempenhar o seu papel no desenvolvimento de "bons" projetos. Mas, para ser bem-sucedida, também precisa de uma nova mentalidade para uma abordagem de colaboração efetiva entre as empresas da Construção e o setor público, a todos os níveis, bem como com o sector financeiro”, acrescentou Johan Willemen. “É também necessário garantir que as PME, que constituem a maior parte das empresas do Setor também possam beneficiar inteiramente do Plano”, concluiu Johan Willemen.
Durante os trabalhos do encontro foram destacadas as seguintes mensagens:
- o Plano Juncker não deve focar-se unicamente na construção de novas infraestruturas, mas englobar também a manutenção e modernização daquelas já existentes, uma vez que o custo do investimento não será menor se adiarmos os necessários trabalhos de renovação ou reconstrução para amanhã;
- a conquista de um equilíbrio entre a eficiência dos recursos e a competitividade da indústria da Construção, alertando-se que medidas demasiado ambiciosas e talvez até mesmo desnecessárias irão revelar-se contraproducentes e prejudicar a competitividade a longo prazo;
- a garantia de igualdade, a fim de permitir uma verdadeira concorrência entre os prestadores de serviços, em vez de a assegurar entre os sistemas de segurança social e fiscal, existindo, pois, necessidade de reforçar a luta contra todas as formas de fraude e, em especial, a fraude social e o trabalho não declarado.
“A indústria da Construção Europeia está pronta a aceitar estes desafios e a desempenhar um papel ativo na implementação do "Plano de Juncker", com base no know-how e experiência de todos os seus stakeholders”, conclui a FIEC em comunicado.
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