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Construção europeia reclama investimento “suficiente e já” para o crescimento sustentável e o emprego

08 de Junho de 2015 às 12:20:08

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Os representantes da indústria da Construção europeia dirigiram um apelo ao presidente da Comissão Europeia, no qual reclamam uma maior competitividade.

“Se queremos estabelecer as bases para um crescimento sustentável da economia e do emprego a longo prazo na UE, então é chegada a hora de passar da “cegueira” à “austeridade inteligente”, disse o presidente da FIEC-Federação da Indústria Europeia da Construção, Johan Willemen, ao presidente a Jean-Claude Juncker, durante a abertura do Congresso da FIEC 2015, que decorreu nos dias 4 e 5 de junho, em Bruxelas. “O que precisamos é de ‘suficiente, mas agora’ e não de ‘muito pouco, demasiado tarde’ ”, frisou o responsável da estrutura representativa dos interesses das empresas de construção europeias e na qual a AECOPS tem assento.
O Congresso anual da FIEC reuniu empresários da construção de toda a UE e incidiu sobre os principais aspetos conducentes a uma maior competitividade da Indústria da Construção - que, em 2014, representou quase 9% do PIB da EU a 28 -, à luz do "Plano de Juncker" para o investimento, o crescimento e o emprego.
“A indústria da Construção congratula-se com o "Plano de Juncker" e pretende desempenhar o seu papel no desenvolvimento de "bons" projetos. Mas, para ser bem-sucedida, também precisa de uma nova mentalidade para uma abordagem de colaboração efetiva entre as empresas da Construção e o setor público, a todos os níveis, bem como com o sector financeiro”, acrescentou Johan Willemen. “É também necessário garantir que as PME, que constituem a maior parte das empresas do Setor também possam beneficiar inteiramente do Plano”, concluiu Johan Willemen.
Durante os trabalhos do encontro foram destacadas as seguintes mensagens:
- o Plano Juncker não deve focar-se unicamente na construção de novas infraestruturas, mas englobar também a manutenção e modernização daquelas já existentes, uma vez que o custo do investimento não será menor se adiarmos os necessários trabalhos de renovação ou reconstrução para amanhã;
- a conquista de um equilíbrio entre a eficiência dos recursos e a competitividade da indústria da Construção, alertando-se que medidas demasiado ambiciosas e talvez até mesmo desnecessárias irão revelar-se contraproducentes e prejudicar a competitividade a longo prazo;
- a garantia de igualdade, a fim de permitir uma verdadeira concorrência entre os prestadores de serviços, em vez de a assegurar entre os sistemas de segurança social e fiscal, existindo, pois, necessidade de reforçar a luta contra todas as formas de fraude e, em especial, a fraude social e o trabalho não declarado.
“A indústria da Construção Europeia está pronta a aceitar estes desafios e a desempenhar um papel ativo na implementação do "Plano de Juncker", com base no know-how e experiência de todos os seus stakeholders”, conclui a FIEC em comunicado.

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