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AECOPS reclama apoio à internacionalização prometido em 2013

15 de Janeiro de 2015 às 16:28:33

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A AECOPS enviou uma exposição ao ministro da Economia sobre o processo de internacionalização das empresas de construção e na qual solicita o apoio deste governante, no âmbito do quadro de fundos comunitários que agora se inicia, no sentido do acompanhamento do esforço que tem sido feito pelo Setor neste domínio.

A Associação reporta-se, nomeadamente, ao “desenvolvimento de uma Diplomacia Económica que reconheça o peso, a importância e as necessidades específicas do setor da Construção e do Imobiliário”, ao “apoio a ações coletivas de vigilância tecnológica, designadamente no âmbito da Plataforma Tecnológica Portuguesa da Construção” e à “criação de condições para uma maior participação e integração do setor da Construção em programas europeus de investigação, desenvolvimento e inovação, através do incentivo à cooperação”, aspetos estes que foram assumidos pelo Compromisso para a Competitividade Sustentável do Setor da Construção e Imobiliário, assinado a 8 de março de 2013 pelo ministério de Pires de Lima e pela CPCI - Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário, de que a AECOPS é membro fundador, utilizando o acesso aos fundos comunitários do novo quadro para dar corpo às medidas acordadas, criando um “cluster” da Construção em torno da inovação e da internacionalização.
Na referida exposição, a Associação salienta a relevância da internacionalização do setor da Construção, cujas empresas, em 2013, elevaram o volume de negócios no exterior para 5.3 mil milhões de euros e a carteira de encomendas para um valor superior a 7 mil milhões de euros, e o impacto claramente positivo que este processo tem na economia e nas contas do País. De acordo com os cálculos da AECOPS, entre receitas das contribuições para a segurança social, poupança em subsídios de desemprego – note-se que, acordo com os dados da Segurança Social, em 2013 eram 47.813 os trabalhadores destacados por empresas portuguesas de construção para exercerem atividade em outros países europeus - e receitas fiscais decorrentes da faturação das empresas de construção no estrangeiro, as mais-valias da internacionalização da Construção no orçamento do Estado ultrapassaram os 670 milhões de euros. Também em termos macroeconómicos, o volume de negócios das construtoras no exterior representa cerca de 3% do PIB e cerca de 8% do total das exportações nacionais, o que demonstra a importância da Engenharia como instrumento de internacionalização da economia portuguesa.
Pese embora estes ótimos resultados, a AECOPS recorda a Pires de Lima as dificuldades acrescidas (porque muito específicas da atividade das empresas que representa) ligadas ao processo de internacionalização do Setor e que pressupõem, entre outros aspetos, uma deslocalização de pessoas e meios e não apenas a exportação de bens ou serviços produzidos internamente.
Às dificuldades naturais da gestão interna do processo, continua a Associação, somam-se ainda as relacionadas com a concorrência internacional feroz, tanto de empresas de economias emergentes - em particular chinesas ou turcas, com apoios diretos dos Estados e que muitas vezes recorrem a práticas e métodos desleais -, como de economias desenvolvidas e europeias, que beneficiam de incentivos e de benefícios fiscais mais favoráveis para as atividades no exterior.
É, pois, neste contexto que a AECOPS solicita o apoio do Ministério da Economia ao processo de internacionalização das empresas de construção, designadamente na concretização de ações que tenham em vista “incentivar a internacionalização e a inovação empresarial”.

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