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Produção da Construção cai 5% em 2014

15 de Dezembro de 2014 às 17:03:43

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Segundo o estudo Setores Portugal “Construção”, publicado pela Informa D&B, as previsões para 2014 apontam para que se mantenha a tendência descendente da atividade do setor da Construção, ainda que com menor intensidade do que nos anos anteriores. “Assim, a produção cairá cerca de 5% a preços correntes, situando-se nos 11.400 milhões de euros. Para 2015 espera-se uma ligeira retoma, com um crescimento próximo dos 2%.”

O estudo afirma que, em 2013, a produção no Setor registou uma contração de 14,1% a preços correntes, situando-se nos 11.995 milhões de euros. O segmento de engenharia civil verificou uma descida de 13,1%, tendo ficado nos 5.852 milhões de euros. Já a construção de edifícios registou uma redução de 15%, correspondendo o pior comportamento ao segmento residencial, que situou a sua produção nos 2.952 milhões de euros, com uma quebra de 17,2%. Neste contexto, em 2013 o número de habitações concluídas ficou abaixo das 18.900, face às 125.700 de 2002. Quanto ao segmento não residencial, a produção caiu 13%, para os 3.190 milhões de euros.
Por seu lado, a faturação dos grupos construtores portugueses no exterior continuou a aumentar de forma significativa em 2013, ascendendo a 5.535 milhões de euros, cerca de 11% mais do que no exercício anterior.
O estudo em análise confirma também a tendência, a curto e médio prazo, para o aumento da internacionalização do Setor, considerando que “o défice de infraestruturas nos países em desenvolvimento de língua oficial portuguesa constitui uma oportunidade para as empresas de construção”.
Em consonância com a retração do mercado interno, a Informa D&B aponta a quebra da oferta no Setor nos últimos anos. “Assim, o número de empresas detentoras de alvará passou de 24.400 em 2008 para 17.938 em junho de 2014, o que representou uma diminuição acumulada de 26,5%. Já o número de agentes económicos com título de registo, que habilita os respetivos titulares a realizar trabalhos de construção desde que o seu valor não exceda os 16.600 euros, baixou 17,7% nesse período, sendo de 30.020 em junho de 2014.
O distrito de Lisboa concentra cerca de 20% das empresas detentoras de alvará, seguido do Porto, com 14%. Aveiro, Braga, Faro, Leiria e Setúbal detêm entre 6% e 8% das empresas do país.
Observa-se ainda uma tendência de concentração empresarial, em consequência do desaparecimento de empresas e das operações corporativas realizadas pelos operadores de maior dimensão. Assim, “em 2013, as cinco principais empresas geraram em conjunto cerca de 18% da produção total”.

 

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