Diretor: José Tomaz Gomes | Editor: AECOPS
10 de Dezembro de 2014 às 12:03:26
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O setor da Construção registou, em 2013, um volume de negócios no exterior na ordem dos 5,3 mil milhões de euros, o que traduz um aumento de 7% face a 2012, e garantiu fora do País uma carteira de encomendas a rondar os 7 mil milhões de euros.

Ao ter mais que triplicado entre 2006 e 2013, aquele primeiro indicador revela uma taxa de crescimento médio anual da faturação da atividade internacional das construtoras de 18%. Já o trabalho assegurado, ao atingir uma variação 53% face a 2012, aponta para perspetivas bastante favoráveis para 2014 e 2015.
Estes são alguns dos aspetos identificados e analisados no nº 4 de “Cadernos da Internacionalização”, uma publicação lançada pela AECOPS em 2012 e que visa, por um lado, retratar a presença da Construção portuguesa no mercado externo, e, por outro, disponibilizar informação de contexto para as empresas que ali já operam ou pretendam vir a fazê-lo.
O documento que agora se divulga salienta ainda o peso da atividade no exterior no total do output do Setor e também na economia nacional. Assim, em 2013, os trabalhos de construção além-fronteiras representaram cerca de 44% do total da produção do Setor no mercado interno e, somando a faturação no exterior e em Portugal, 31% volume de negócios global do mesmo.
São, pois, números que continuam a demonstrar a relevância da Construção como instrumento de internacionalização da economia portuguesa, representando cerca de 3% do PIB e 8% do total tas exportações nacionais, e a capacidade de sobrevivência do Setor às dificuldades do mercado interno.
A intensa atividade internacional da Construção afigura-se também uma garantia de ocupação para milhares de trabalhadores portugueses e, em simultâneo, um fator valioso para a diminuição do desemprego e respetivos encargos sociais em Portugal. Só na Europa e em 2013, a AECOPS constata que estiveram ao serviço das construtoras nacionais cerca de 50 mil trabalhadores portugueses da construção. Já em 2012 o Setor terá respondido por cerca de 40% do total dos destacamentos para a Europa.
Em termos geográficos, o estudo da AECOPS revela a continuidade da presença da Construção portuguesa, essencialmente, em economias emergentes de África – Angola e Malawi - e da América Latina e Central – Venezuela e Peru -, com os dados recolhidos a apontarem para um aumento da relevância destes dois últimos mercados – concretamente, México e Brasil - nos próximos dois anos.
Elemento crucial e determinante da estratégia a seguir numa abordagem dos mercados externos, o financiamento é outros dos aspetos em foco no n.º 4 de “Cadernos da Internacionalização”, que dedica um capítulo aos apoios à internacionalização no âmbito do Portugal 2020.
Por fim, o novo número da publicação da AECOPS inclui, à semelhança das edições anteriores, a relação dos Acordos Bilaterais celebrados por Portugal, assim como da legislação estrangeira mais relevante publicada entre outubro de 2013 e novembro do corrente ano.
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