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FIEC aplaude plano de investimento da Comissão Europeia, mas quer ação já

27 de Novembro de 2014 às 11:39:10

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O presidente da FIEC manifestou a sua satisfação com a criação do Fundo Europeu de Investimentos Estratégicos, recentemente anunciado pelo chefe da Comissão Europeia, relegando para segundo plano a discussão das dotações iniciais deste novo instrumento financeiro.

"Congratulamo-nos muito com a criação do Fundo Europeu de Investimentos Estratégicos anunciado pelo presidente Jean-Claude Junker", assumiu Johan Willemen, presidente da FIEC, acrescentando que, "mesmo que pudéssemos discutir os montantes provenientes do orçamento da União Europeia e do BEI mobilizados para este Fundo, este não é o ponto de hoje.”
Para o líder da FIEC, “a criação deste instrumento de alavancagem é uma notícia muito boa e um bom sinal para a UE e para os investidores privados internacionais”. Além disso, Willemen salientou que o presidente da Comissão “está absolutamente certo em orientar os investimentos de longo prazo para projetos de infraestruturas chave da UE, por um lado, e de financiamento das PME, por outro”, lembrando que "estas são duas grandes prioridades na agenda da FIEC, tal como já havia sido sublinhado no “Manifesto de ação da FIEC para 20147-2019”.
Além destas duas prioridades, Johan Willemen insiste que “não devem ser esquecidos os projetos no domínio da eficiência energética, uma vez que representam um elo fundamental para a política energética e climática da EU”.
Este responsável concorda igualmente com o facto de as contribuições nacionais para o Fundo não serem levados em consideração para o cálculo do défice público, “o que é um incentivo muito importante que a FIEC sempre defendeu a fim de que os Estados-Membros possam investir em projetos europeus", salienta Willemen.
Sem prejuízo de alguns esclarecimentos sobre este plano de investimento no crescimento e emprego do presidente Juncker, que considera ainda estarem em falta, o presidente da FIEC reclama agora que não se perca tempo na sua concretização. "É verdade que alguns aspetos do plano ainda precisam ser esclarecidos, nomeadamente no que respeita à lista exata dos projetos identificados. No entanto, não há um minuto a perder: as ações devem materializar-se o mais rápido possível, para garantir a credibilidade e sucesso deste plano ambicioso”, concluiu.

Plano de investimento de 315 milhões para três anos

Na sessão plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, no passado dia 26 de novembro, Jean-Claude Juncker apresentou um plano de investimento de 315 mil milhões de euros para dinamizar a economia, nos próximos três anos.
Este plano tem como suporte um novo fundo de investimento – designado Fundo Europeu de Investimento Estratégico e que deverá estar operacional até junho – dotado de 21 mil milhões de euros, sendo 16 mil milhões de euros de garantias do orçamento da União Europeia (a partir dos programas já existentes ‘Interligar Europa’ e ‘Horizonte 2020) e 5 mil milhões de euros de dinheiro do Banco Europeu de Investimento (BEI).
O novo Fundo pretende alavancar 15 euros de investimento privado por cada euro do fundo.
Algumas áreas prioritárias são as infraestruturas de transportes, energia e banda larga de Internet.

Os contributos da FIEC

Anteriormente, no dia 24 de novembro, no Luxemburgo, a FIEC teve oportunidade de apresentar algumas ideias, para reflexão, sobre as soluções aos obstáculos ao investimento. Entre outros, mencionou que: nem os fundos públicos mobilizados através do plano de investimento do presidente Juncker, nem o co-financiamento nacional para os projetos identificados neste quadro e apoiados por fundos comunitários devem ser incluídos no cálculo do défice público; a política relevante e ambiente legal devem ser melhorados, simplificados e, acima de tudo, estabilizados; todas as alternativas razoáveis para os empréstimos bancários tradicionais devem ser consideradas (incluindo esquemas de "utilizador-pagador"); e as empresas devem beneficiar de mais apoio para realização de bons estudos de viabilidade e avaliações sócio-económicos e ambientais para uma melhor preparação dos projetos.

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